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Correio Braziliense

Decisão sobre desfile em carro aberto será tomada nesta terça-feira

Decisão sobre uso de carro aberto será tomada hoje. Mais de 3 mil policiais, bombeiros e integrantes das Forças Armadas estão mobilizados. Cerca de 500 mil pessoas são esperadas


postado em 01/01/2019 06:00 / atualizado em 31/12/2018 19:37

(foto: Editoria de Arte/CB/D.A Press)
(foto: Editoria de Arte/CB/D.A Press)
 
Com um forte esquema de segurança, a Esplanada dos Ministérios está pronta para receber um público de até 500 mil pessoas que vão assistir, de perto, a cerimônia da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro. A cerimônia tem início às 14h45, quando o futuro governante, acompanhado da primeira-dama, Michelle, sai da Catedral Metropolitana em um cortejo acompanhado pelo vice, Hamilton Mourão, com destino ao Congresso Nacional (veja arte).

Apenas hoje será decidido se Bolsonaro manterá a tradição de desfilar no Rolls-Royce aberto modelo Silver Wraith de 1952, usado por Getúlio Vargas, pela primeira vez, no ano seguinte, nas festividades do dia do trabalho. Desde 1985, os presidentes percorrem a Esplanada no veículo, mas, apesar de mais de 3,2 mil policiais, bombeiros e integrantes das Forças Armadas terem sido mobilizados para o evento, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que caberá a Bolsonaro, que ainda se recupera de um atentado à faca sofrido durante a campanha, avaliar se vale a pena correr o risco.

Ontem, o clima em Brasília era de tranquilidade. O casal pernambucano Dailfa Lucena, 40 anos, e José Cavalcante, 39, aproveitou a segunda-feira com jeito de fim de semana para passear no Museu da República. Os dois saíram de Jaqueira, no interior do estado, especialmente para ver Jair Bolsonaro com a faixa presidencial. “Eu já sabia que ele ia ganhar. Assim que saiu o resultado das eleições, compramos a passagem”, conta Cavalcante. Esperançosa, Dailfa diz que pretende ver mudanças substanciais no país. “A gente deu oportunidade a ele. Se não der certo, mudamos de presidente de novo”, afirma.

Também aproveitando para conferir as atrações turísticas ao longo do Eixo Monumental, um animado grupo de Limeira (SP) estava ansioso para acompanhar a cerimônia de hoje. Os amigos se mobilizaram pelas redes sociais e vieram de van desde a cidade paulista, trazendo muita esperança na bagagem. “O Brasil terá uma nova história. Nossa esperança é que sejam resolvidos todos os problemas que afligem os brasileiros, principalmente segurança pública, saúde e educação”, diz a aposentada Elvira de Lima, 65. “Queremos que a vida mude radicalmente. Agora, as pessoas serão felizes”, acredita Juliana Almada, 59, dona da empresa de turismo que organizou a vinda da turma à capital.

Chegadas e saídas

No Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek, os passageiros que chegavam ou partiam da cidade nem perceberam que a segurança estava reforçada pelas polícias Federal, Militar e Civil. “As equipes contam com o apoio do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) e com agentes do Batalhão de Trânsito (BPTrans), que vão monitorar todo o sítio aeroportuário”, destacou a Inframerica, empresa de administração do aeroporto, em nota. Do balão que dá acesso ao complexo até a área de embarque, o reforço foi ampliado, mas sem restrição ao tráfego. Um carro da Força Nacional de Segurança Pública fazia a ronda ostensiva no aeroporto.

A professora aposentada Alexandra Montteiro da Silva, 67, veio do Rio de Janeiro para comemorar a chegada de 2019 com a família. Ela quer assistir à posse, mas se decidirá hoje. “Tenho medo de ter alguma confusão ou ter muita gente. Queria assistir lá (na Esplanada). Sempre vi pela televisão”, conta. A professora faz bons votos ao próximo ano. “Tomara que melhore. Não pelo presidente ou partido, mas pelo povo. Todos estão muito sofridos com a nossa situação”, destaca, ao pedir investimento na educação e saúde.

Os chefes de Estado ou representantes de governos que desembarcam na capital federal para a posse chegam por uma área restrita. Eles são recebidos por uma comitiva e deixam o local acompanhados de policiais federais e de homens do Exército. “Tudo é feito com muita rapidez e segurança, sem prejuízo aos demais passageiros”, disse um funcionário da administração do local. A imprensa não teve acesso aos nomes das autoridades que desembarcaram ontem.
Enquanto o primeiro escalão se preparava para a posse, apoiadores do presidente eleito aproveitavam a concentração de pessoas em frente à Granja do Torto — residência de transição da família Bolsonaro — para conversar com a população. Um deles foi um dos cinco irmãos do presidente eleito. Renato Bolsonaro disse ter vindo a Brasília desde Eldorado (SP) em avião de carreira. “Dividido em 10 vezes”, brincou. Ele afirmou não saber onde será a ceia de réveillon da família, mas disse que todos, inclusive a chefe do clã, dona Olinda, 91 anos, estarão juntos.

Aos fãs do presidente, Renato Bolsonaro mandou beijos e abraços, além de posar para selfies. O deputado federal Helio Fernando Barbosa, conhecido como Helio Bolsonaro (PSL-RJ), o mais votado do Rio, também foi visitar o futuro presidente da República, seu padrinho político. “Vou lutar por um país mais justo e igualitário, especialmente no que diz respeito às questões raciais”, contou.

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