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Correio Braziliense

Em discurso, Bolsonaro promete realizar as 'reformas estruturantes'

O presidente também disse que vai trabalhar incansavelmente para que o Brasil escreva um novo capítulo da sua história


postado em 01/01/2019 15:42 / atualizado em 01/01/2019 15:56

(foto: Nelson Almeida/AFP)
(foto: Nelson Almeida/AFP)
 
Jair Messias Bolsonaro foi empossado nesta terça-feira (1º/1) como presidente da República Federativa do Brasil. Contrariando as recomendações do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Bolsonaro desfilou em carro aberto rumo ao Congresso Nacional, onde completou sete mandatos consecutivos como deputado federal, ocupando, agora, o mais alto cargo do Executivo. Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que vai "combater a ideologia de gênero", "dar condições de trabalho às polícias e às forças armadas", "combater a criminalidade e a corrupção" e "trabalhar incansavelmente para que o Brasil escreva um novo capítulo de sua história".

"Quero agradecer a Deus por estar vivo. Pelas mãos de profissionais que operaram um verdadeiro milagre. Com humildade volto a esta Casa, onde por 28 anos estive como parlamentar. Me deram a oportunidade de crescer e amadurecer. Volto a esta Casa não mais como deputado, mas como presidente da República do Brasil, por vontade do povo brasileiro", disse o já empossado presidente da República, que se declarou como "fortalecido e emocionado". Bolsonaro disse que o país enfrenta um período de grandes desafios e enorme esperança, por isso, fez um apelo para que os congressistas "restaurem e reergam a pátria". 

"(É necessário) acabar com a corrupção, a criminalidade e irresponsabilidade econômica. Temos uma oportunidade única de reconstruir nosso país e recuperar esperança dos nossos compatriotas. São enormes desafios", disse o presidente, que afirmou ter sabedoria suficiente para ouvir as demandas do povo brasileiro. Jair Bolsonaro disse que vai respeitar todas as religiões, mas salientou que o país é tradicionalmente judaico-cristão. Afirmou que irá combater a ideologia de gênero, mas prometeu partilhar o poder de forma responsável e consciente. "Minha campanha atendeu aos chamados nas ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos".

Sem citar nomes, o presidente Bolsonaro afirmou que "os inimigos da pátria" tentaram colocar fim à vida dele. E disse que a resposta para isso foi "o povo nas ruas, de maneira forte e indestrutível". Por isso, garantiu que o governo será pautado pela vontade soberana dos brasileiros. Jair Bolsonaro prometeu, ainda, dar condições de trabalho às polícias, "que precisam de respaldo", e às Forças Armadas, que, segundo ele, "terão as condições necessárias para exercer suas funções". 
 
Defendeu o livre mercado e a eficiência. "Realizamos reformas estruturantes que serão essenciais para a saúde financeira das contas públicas", disse Bolsonaro. “O Estado não gastará mais do que arrecada”, enfatizou. Também destacou que pretende abrir o mercado para o comércio internacional “sem o viés ideológico” e declarou que o setor do agronegócio terá papel fundamental para a economia, “em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente”. 

A solenidade ocorreu por volta das 15h. O presidente da República foi recebido pelo presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), e pelo da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro José Antônio Dias Toffoli. Visivelmente emocionado, Jair Bolsonaro entrou no Congresso pela rampa, usada apenas para receber chefes de Estado e autoridades. O caminho foi todo recoberto com um tapete vermelho, que foi da rampa ao plenário. De pé, autoridades e parlamentares ouviram o hino nacional representado por integrantes da Marinha. 

Na sequência, Eunício convidou Bolsonaro a "cumprir seu compromisso constitucional". "Prometo manter, defender e cumprir a Constituição. Observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil."  , disse o presidente Bolsonaro. Logo após, o vice-presidente, Antônio Hamilton Mourão repetiu a frase. Eunício declarou empossados Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão e pediu para que o primeiro-secretário, deputado Fernando Giacobo (PR-PR) lesse o termo de posse, assinado pelo presidente e pelo vice. 

"Esse livro é o mesmo de Deodoro da Fonseca (primeiro presidente da República Federativa do Brasil", disse Eunício, após ele próprio assinar o termo de posse, que também passou pelas mãos de Raquel Dodge, Dias Toffoli, Rodrigo Maia, e Fábio Ramalho (MDB-MG), primeiro-vice da Câmara. Eunício também discursou, mas, desta vez, em tom de despedida. Ele não foi reeleito.

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