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Correio Braziliense

Posses de Ibaneis e Bolsonaro atraem visitantes de todo o país

Se o trânsito de pessoas foi intenso na área central da capital federal, as quadras comerciais quase não tiveram movimento. Famílias de todas as regiões do país acompanharam a cerimônia de transmissão da faixa presidencial na Esplanada dos Ministérios


postado em 02/01/2019 06:00

Denilson e Nila Matoso (esquerda), Maria Ribeiro e Angela Queiroz comemoram a posse no restaurante Libanus (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )
Denilson e Nila Matoso (esquerda), Maria Ribeiro e Angela Queiroz comemoram a posse no restaurante Libanus (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )


Enquanto parte de Brasília amanheceu preguiçosa no primeiro dia do ano, com pouco movimento de carros, lojas fechadas e estacionamentos de quadras comerciais vazias, a área central da cidade despertou movimentada para a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do governador Ibaneis Rocha (MDB).

A cada quatro anos, a calmaria do feriado de 1º de janeiro dá lugar à agitação nos arredores da Esplanada dos Ministérios. Nem o céu nublado nem a previsão de chuva atrapalharam a circulação de visitantes pelos Setores Hoteleiros Norte e Sul.

Na área central de Brasília, entre a Torre de TV e a Rodoviária do Plano Piloto, famílias inteiras desciam a pé em direção à Esplanada dos Ministérios para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) por volta das 10h30.

Vestidos com as cores verde e amarelo e enrolados na bandeira do Brasil, pedestres se aglomeravam em frente a um boneco inflável com a estrutura de Bolsonaro. Um segundo boneco foi levantado ao lado do primeiro, entre a Rodoviária do Plano Piloto e a Torre de TV. Os gritos eram de “o capitão chegou”, entoados em coro em alguns momentos.

Mesmo com restrições e avisos de não levar alimentos, alguns apoiadores de Bolsonaro caminhavam com sacolas plásticas carregadas de biscoitos, frutas e petiscos para passar o dia na Esplanada dos Ministérios.

Divididos entre Santa Catarina e São Paulo, integrantes de uma mesma família se encontraram na capital para assistir a Jair Bolsonaro (PSL) receber a faixa presidencial. O caçula do grupo, Miguel Peiter Behne, 8 anos, queria ver o presidente de perto. “Quero conhecer o Bolsonaro”, disse, entusiasmado. O menino vai começar a cursar o 3º ano do ensino fundamental. O pai, Arnoldo Peiter, 40, ressaltou que a posse de Bolsonaro é um momento histórico. Ao lado da mulher, Mayra Behne, 34 anos, e dos sogros, Hugo e Cibele Behne, 61 anos, ele elegeu segurança e educação como as áreas principais de investimento. “Esperamos ainda uma purificação da Câmara e do Senado. De toda forma, estar aqui é uma satisfação pessoal para conhecermos o presidente da República”, frisou.

Esperança

O desejo de segurança era o mesmo na família Rabelo e Bosi, moradores de Espírito Santo e de Minas Gerais. Os patriarcas Mauro e Maria Rabelo, 67 e 60 anos, viajaram para Brasília com as filhas, Eliana e Priscila Rabelo, 41 e 40, com o genro, Marcelo Ferraz, 41, e com o neto de 7 anos para assistir à posse. Antes das 10h, eles já seguiam rumo à Esplanada dos Ministérios.

“Brasília é o sonho de verdade, mas visitamos Taguatinga, por exemplo, e lá é o retrato do Brasil que merece atenção e o reflexo do abandono da gestão anterior”, criticou a médica Priscila. Para a mãe, Maria Rabelo, é necessário um investimento em segurança, saúde e emprego. “Não temos segurança nem no interior”, reclamou. O casal de amigos Flávio e Andreia Bosi, 48 e 40 anos, também esteve na capital para apoiar o presidente.

Um dos poucos restaurantes abertos na capital, o Libanus da Asa Sul foi palco de comemoração da posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro. No local, o casal de Belo Horizonte (MG) Denilson Matoso, 65, e Nila Matoso, 61, fazia um brinde com as amigas Maria Ribeiro, 60, e Angela Queiroz, 65, vindas de Manaus (AM). Todos vieram para Brasília para acompanhar a sessão solene.

“A posse era mais esperada do que o próprio réveillon. Fizemos os planos de virmos e, aqui, decidimos o que fazer para comemorar o ano-novo. Tudo para participarmos de um momento histórico do nosso país”, afirma o piloto Denilson.

Para a médica Maria, a comemoração marca um momento de mudança. “Tenho muita fé de que vamos conseguir mudar a história do país. A posse foi um momento de grandes emoções, onde exercemos o nosso amor pelo Brasil, a nossa pátria. Essa é a minha bandeira e o presidente a representa”, frisa.

Cenas pitorescas

A Esplanada dos Ministérios, ontem, foi palco de cenas curiosas protagonizadas tanto por políticos e convidados para a posse de Jair Bolsonaro quanto pelo público que foi prestigiar o novo presidente. O Correio selecionou alguns desses momentos. Confira!

(foto: Valter campanato/ Agência Brasil )
(foto: Valter campanato/ Agência Brasil )
» Bolsonaro usou uma caneta Bic azul, simples, para assinar os termos de posse durante a cerimônia com os novos ministros.

(foto: Rosana Hessel/CB/D.A Press )
(foto: Rosana Hessel/CB/D.A Press )
» Um dos primeiros convidados para a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro a chegar à área reservada no térreo do Palácio do Planalto, ontem, foi o rabino Sany Sonnereich. Ele veio de São Paulo e trouxe um presente: um quadro com fundo preto e com letras douradas em hebraico que diz: “Que a paz esteja com você, na sua casa e em todos os seus caminhos”, segundo ele, ao traduzir o que estava escrito.

» Durante umas das execuções do Hino Nacional, um intérprete de libras chamou a atenção ao traduzir a letra da música. Enquanto fazia a interpretação, o homem também dançou.

» Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle, levaram um susto, mas nada relacionado à segurança. Um cavalo que acompanhava o comboio se assustou e atravessou à frente do carro que levava o presidente.

(foto: Lucas Valença/Esp. CB/D.A Press )
(foto: Lucas Valença/Esp. CB/D.A Press )
» Uma pastelaria famosa da cidade aproveitou o movimento de apoiadores do presidente para lançar o pastel sabor Bolsonaro, que leva pêssego em calda na receita.

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