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Correio Braziliense

Em discurso, Bebianno fala sobre amor à pátria e 'garras bolivarianas'

O pronunciamento foi feito na manhã desta quarta-feira (2/1), durante transmissão de cargos do governo


postado em 02/01/2019 10:08 / atualizado em 02/01/2019 12:44

(foto: Sérgio Lima/AFP)
(foto: Sérgio Lima/AFP)
 
 
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, disse, na manhã desta quarta-feira (2/1), que espera que os quatro anos de governo de Jair Bolsonaro entrem para a história do país e desejou que o amor à pátria fosse resgatado e ficasse longe das "garras destrutivas da mentalidade bolivariana que insiste em ameaçar nações da América do Sul". 

"O Brasil é gigante, jovem, e não deve temer à luta, e ao lugar de destaque que lhe é de direito. Que o amor à nossa pátria seja resgatado e  fique longe das garras destrutivas da mentalidade bolivariana, que insiste em ameaçar as nações da America do Sul. Que a democracia e a liberdade prevaleçam, brilhem e se agigantem", pediu. 

Bebianno ressaltou ainda a confiança depositada no ministro da Economia, Paulo Guedes, e enalteceu os ensinamentos repassados pela equipe escolhida pelo presidente da República para atuar à frente das pastas do Executivo. "Guedes, confiamos no senhor e na sua equipe econômica. Esperamos pela primeira vez que o liberalismo seja implementado a favor de todos nós", afirmou. 

O ministro-chefe destacou ainda que a nova política econômica colocará um ponto final no estado de pobreza e atraso da nação. Bebianno ressaltou também os dois anos de trabalho em prol da campanha de Bolsonaro, com "riscos assumidos e fortes sacrifícios" que, literalmente, "derramaram sangue" -- ao citar a facada proferida contra o presidente durante a campanha presidencial. 

"O atentado não só cometido contra a vida do comandante, mas da própria democracia brasileira. Mas a angústia e a dúvida jamais nos atingiram. Não esmurecemos nem por um instante sequer. O governo entrará para a história do Brasil e é motivo de orgulho para todos nós. É uma hora aprender e trabalhar com os senhores", disse, citando os nomes do General Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), do Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, do Sérgio Moro, ministro da Segurança, e de Hamilton Mourão, vice presidente. 

O antecessor dele, Ronaldo Fonseca, antes de repassar o cargo a Bebianno, agradeceu a Michel Temer pela "oportunidade, serenidade e competência" para gerir a equipe do governo.  O ex-ministro afirmou ainda que acredita na capacidade do projeto elaborado por Bolsonaro e disse que espera que o Brasil não seja decepcionado. "Eu até queria fazer continência para Vossa Excelência", brincou, durante o discurso. "Acredito que (Bebianno) fará melhor do que fiz. Até ouvi certa crítica de que o ministro não sabia fazer política. Mas ele ganhou uma eleição. Se isso não é saber fazer política...", finalizou o pronunciamento. 

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