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Correio Braziliense

Em posse, Osmar Terra afirma que fusão não tira poder dos ministérios

O Ministro da Cidadania minimizou a extinção da pasta da Cultura e Esportes


postado em 02/01/2019 15:07 / atualizado em 02/01/2019 16:13

Cerimônia de transmissão de cargo do ministro da Cidadania Osmar Terra(foto: Ingrid Soares/CB/D.A Press)
Cerimônia de transmissão de cargo do ministro da Cidadania Osmar Terra (foto: Ingrid Soares/CB/D.A Press)
Um dia após a posse do presidente Jair Bolsonaro, os 22 ministros integrantes do governo do presidente tomam posse nesta quarta-feira (2/1). Entre eles, o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Esporte, Osmar Terra que agora chefia a pasta do Ministério da Cidadania. A pasta nasce da fusão de três ministérios: Cultura, Desenvolvimento Social e Esporte.
 
A cerimônia teve início com o hino nacional. Com o auditório lotado e com a presença de diplomatas e também de Raul Jungmann, o novo ministro afirmou que a junção dos ministérios não afetará as atividades das pastas. “Os ministérios se fundiram, não desapareceram. Os rios não desaparecem no mar, formam um caudal ainda maior. A fusão não vai minar a força que cada ministério tem, vamos ampliar mais. Vejo o esporte e a cultura como instrumento de trazer a juventude, de atuar em áreas mais violentas. Temos um grande trabalho pela frente”.

Terra explicou que a nova pasta contará com três secretários especiais, um para cada área. O general Marco Aurélio será responsável pelo Esporte, José Henrique Pires, Cultura e Lelo Coimbra, Desenvolvimento Social.

Entre as principais medidas, Terra afirmou que o 13° do programa Bolsa Família será efetivado ainda este ano, com a previsão de custo mensal de R$ 2,5 bilhões.  “Precisamos reforçar o orçamento e separar quem precisa ou não. Em 2 anos, de 15 milhões de famílias, saíram 5 milhões e entraram 13 milhões e 900 mil que não conseguiram antes. Vamos garantir o 13° ainda para o final do ano de 2019 e será possível incluir no orçamento”, apontou.

Ele também citou um reforço no Bolsa Família, em que pelo menos um jovem de cada família faça um curso técnico e o Bolsa Atleta para a ampliação de talentos. Na área da cultura, ele defendeu a democratização da Lei Rouanet, que segundo ele, 80% da verba se encontra concentrada nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Haverá uma política de prevenção contra incêndios, um “pente fino” nos museus, para evitar que aconteçam acidentes como o do Museu do Rio de Janeiro.

“Não podemos ser surpreendidos por um novo incêndio. A situação dos prédios públicos, dos museus, a própria Biblioteca Nacional está deteriorada. Temos que ver o risco e agir antes de acontecer”, disse.

Terra ainda ressaltou a performance da primeira dama, Michelle Bolsonaro, na posse. “Ela é muito sensível e envolvida com a àrea social. Todos ficaram emocionados na posse ontem”, destacou.

O ex-ministro do esporte Leandro Cruz Froes da Silva, que deixa a pasta, ressaltou que apesar de discordar da unificação da pasta, Terra é a pessoa correta para a função. “Junto com Marco Aurélio saberão conduzir no rumo do crescimento com toda a estrutura que o esporte brasileiro precisa”.

O ex-ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame desejou sucesso para Terra. “É uma alegria passar o bastão, poder devolver o cargo que ele me passou em abril de 2018. Assumimos num momento de grave crise. Apesar da complexidade da incorporação das pastas, a escolha é acertada.” finalizou.

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