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Correio Braziliense

Mandetta toma posse prometendo mudanças na saúde indígena

Na transmissão de cargo, o ex-chefe da pasta Gilberto Occhi ressaltou medidas que tomou para garantir uma saúde melhor e mais eficiente.


postado em 02/01/2019 15:40

(foto: Reprodução/NBR)
(foto: Reprodução/NBR)
 
 
O deputado federal e futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), tomou posse como ministro da Saúde nesta quarta-feira (2/1). Na transmissão de cargo, o ex-chefe da pasta Gilberto Occhi ressaltou medidas que tomou para garantir uma saúde melhor e mais eficiente.

Durante a cerimônia, Occhi ressaltou a necessidade ajustes no programa Mais Médicos e de investimentos no programa de vacinação. Mandetta assume a pasta com o desafio de aumentar o volume de atendimentos com recursos escassos. “O SUS é uma continuidade de políticas. Não tem retrocesso. Vamos cumprir o dever constitucional de saúde para todos e dever do Estado”, ressaltou Mandetta.

O novo ministro se comprometeu a investir em saúde básica. Além disso, ele prometeu reestruturar a saúde indígena. “Já erramos muito com as populações indígenas em 500 anos e não podemos mais repetir isso. Temos que atender o indígena como parte da nossa sociedade que deverá nos ajudar a construir um novo Brasil”, ressaltou. 

Uma das transformações que Mandetta se comprometeu a fazer é na Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). “Queremos um sistema de vigilância mais atenta e mais célere. Vamos resgatar a função da SVS que é fazer vigilância, em vez de executar algumas políticas, como tem acontecido”, adiantou.

O Sistema Único de Saúde (SUS) atende a 80% da população brasileira, aproximadamente 150 milhões de pessoas, e consome 45% do total de gasto com saúde no país. O orçamento da saúde para 2019 é de cerca de R$ 129,8 bilhões.

“Ele foi o único candidato que me perguntou o que pensava os deputados que militavam em no da saúde. O presidente Jair Bolsonaro é o único a ter em seu programa de governo a criação de carreiras para o setor, o que possibilitará prevenção, o que é importante para a saúde pública”, destacou. 

Um dos seus principais objetivos é sanear as contas da pasta. “Cada centavo economizado neste ministério deverá ir para seu objetivo essencial que é a assistência. Num ministério com orçamento e estrutura muito grandes é fácil esquecer que R$ 1 mil é dinheiro”, ponderou. 

 Mandetta ao longo de seu discurso de posse, ressaltou sua trajetória e falou de experiências de trabalho e estudos. O novo ministro é médico ortopedista pediátrico e foi tenente médico no Hospital Geral do Exército. Exerceu atividades na saúde pública e suplementar de Campo Grande antes de entrar na carreira política. Ele estava no segundo mandato como deputado federal e não concorreu às eleições em 2018.
 

Investimento em dados e vacinação 

Mandetta cobrou investimento em informática. “Não podemos ficar no tempo de ‘isso não dá’ para o ‘isso é necessário fazer’. Quem não tem informação não gere”, elencou como desafio. 

Outra arrancada no ministro é alavancar o Programa Nacional de Imunização (PNI). “Temos que somar esforços para atingir índices de vacinação condizentes com o país que tem um sistema robusto de vacinação”, criticou.  

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