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Correio Braziliense

Ministro da Educação diz que defenderá ideologia 'liberal e conservadora'

Em cerimônia de transmissão de cargo, Ricardo Vélez Rodríguez, disse que combaterá 'marxismo cultural' presente na educação


postado em 02/01/2019 19:00 / atualizado em 02/01/2019 19:02

Ricardo Vélez Rodríguez, novo ministro da Educação(foto: Divulgação/TV MEC)
Ricardo Vélez Rodríguez, novo ministro da Educação (foto: Divulgação/TV MEC)

Assumiu na tarde desta quarta (2/1) o novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, que teve o nome indicado pelo estudioso Olavo de Carvalho, conhecido como ‘guru’ do recém empossado governo. O novo ocupante da pasta também é ligado aos militares e já lecionou na Escola de Comando do Estado Maior do Exército. Ao discursar, falou que pretende substituir o “marxismo cultural” da educação, pela ideologia “liberal e conservadora”. Oito secretários também foram nomeados. O cargo foi passado, em cerimônia no ministério, pelo representante anterior, Rossieli Soares que defendeu a própria gestão.

Segundo o novo ministro, o presidente Jair Bolsonaro percebeu, ao viajar o país, por dois anos, e “escutar as demandas do povo”, que os descontentamentos se davam com relação aos escândalos, além do “desemprego massivo”. “Bolsonaro prestou atenção às vozes de pais e mães reprimidos pela visão marxista que tomou conta da educação do pais”, afirmou o novo ocupante da pasta.

No entanto, em uma tentativa realçar a vitória do presidente Bolsonaro, o recém nomeado à pasta chegou a dizer que o ataque ao então candidato Bolsonaro, em Juiz de Fora, “derrubou o homem, mas levantou a nação”.

Mesmo que o presidente tenha afirmado que pretende “acabar” com as ideologias na educação, Ricardo Vélez Rodríguez, chegou a defender a “inspiração liberal e conservadora” das propostas educacionais que pretende aplicar na gestão. A inspiração deste pensamento, citado pelo ministro, é Olavo de Carvalho. “Combateremos o marxismo cultural, hoje presentes na educação básica e superior do país”, garantiu.

Em novembro, quando foi escolhido para o cargo, o colombiano publicou um artigo em um blog, onde explicava que havia sido indicado por pessoas ligadas à educação e à cultura, “dentre as quais se destacou o professor e amigo Olavo de Carvalho”, enfatizou. Ele escreveu, à época, aceitou a indicação para “tornar realidade” a proposta do governo de “mais Brasil, menos Brasília”.

Mas é na educação básica que a nova gestão pretende exercer os esforços. “Estaremos trabalhando na formulação na produção de políticas públicas que serão eficazes”, disse.

Ao iniciar a fala, o agora ex-ministro da Educação, Rossieli Soares, chegou a defender a gestão anterior do pernambucano Mendonça Filho que, segundo ele, “fez um belo trabalho para a educação”. Ele também defendeu o próprio mandato ao dizer que entrega a pasta melhor do que recebeu. Ele também disse que o governo, na qual fez parte, se iniciou “sem nenhum processo de transição”, o que, em sua visão, foi prejudicial à gestão. O ex-presidente Michel Temer assumiu o posto após o impeachment da ex-governante Dilma Rousseff.

Sem deixar claro ao que se referia, Rossieli Soares chegou a discursar e dizer que o Brasil “acaba tendo uma série de discussões outras”. “O país acaba deixando de olhar para aquilo que é essencial, que é português, matemática. É isso que precisamos investir na educação hoje”, afirmou o ocupante anterior da pasta.

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