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Correio Braziliense

Novo ministro promete reestruturar cargos das Forças Armadas

Segundo o general Fernando Azevedo e Silva, as prioridades da pasta são racionalizar as estruturas e reestruturar a 'carreira das armas'


postado em 02/01/2019 20:03

Cerimonia de Transmissão de cargo do general da reserva do Exército Fernando Azevedo e Silva, como novo ministro do Ministério da Defesa(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Cerimonia de Transmissão de cargo do general da reserva do Exército Fernando Azevedo e Silva, como novo ministro do Ministério da Defesa (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

O general do Exército Fernando Azevedo e Silva prometeu uma reestruturação das carreiras das Forças Armadas ao assumir oficialmente o comando do Ministério da Defesa, no lugar do general Joaquim Silva e Luna, na tarde desta quarta-feira (2/1). Ele foi empossado pelo novo presidente, Jair Bolsonaro, na terça-feira (1/1). 

A solenidade de transmissão de cargo, realizada no Clube do Exército, em Brasília, contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro; do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. 

O novo ministro elencou as duas prioridades do Ministério da Defesa no novo governo. A primeira é racionalizar as estruturas, com o objetivo de “reduzir custos operacionais periféricos e canalizar recursos para atividades do braço armado e projetos estratégicos já existentes”. 

A segunda prioridade na lista de Azevedo e Silva é a “urgente reestruturação da carreira das armas”. O objetivo é adaptar as moderadas operantes, criando novos atrativos para a profissão militar. 

O ministro adotou um tom pacificador durante o discurso e garantiu que as ações das Forças Armadas serão pautas pela Constituição e pelas leis. “Como organismos de Estado, as Forças devem atuar nas coisas de soldado e cooperar com o poder civil onde forem demandadas, respeitadas as suas capacidades e competências”, declarou. 

“Temos consciências de que, quanto mais fortes, melhores serão as condições pra atuarmos como mediadores sem o uso da violência. Manter a paz e a harmonia social deve ser entendido como objetivos evidentes da Defesa”, acrescentou o ministro.  

Azevedo e Silva afirmou que a missão que assume é “um desafio” e ressaltou que precisará da ajuda de todos. “São tempos difíceis, tempos de escassez”, disse. É preciso, segundo ele, “garantir a paz, para que cada brasileiro possa fazer escolhas e construir suas próprias vidas”. 

Convidados 

O ex-presidente Fernando Collor também fez parte dos cerca de 700 convidados que foram ao evento e recebeu agradecimentos nominais de Azevedo e Silva e do presidente Jair Bolsonaro. 

O novo ministro foi assessor especial de Toffoli na Presidência do STF e também trabalhou com Collor. Foi ajudante de ordens do ex-presidente e depois passou a ser chefe de assessoria parlamentar do comandante do Exército. 

Também foram à cerimônia os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Sales; do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Heleno; os ex-ministros da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do GSI, Sergio Etchegoyen; e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha. Os atuais e futuros comandantes das Forças Armadas também estiveram presentes.

Despedida

No discurso de despedida, Silva e Luna exaltou o papel das Forças Armadas e defendeu pontos presentes nos discursos de Jair Bolsonaro. Reforçou que “verde e amarelo são nossas cores, e honra, nosso código”. Segundo o ex-ministro, “neste mundo volátil, é necessário ter valores sólidos”. 

Silva e Luna também disse que “muitas vezes, vemos estruturas sendo devastadas pela ideologia”.  O general ressaltou que os homens e mulheres das Forças Armadas estão “dispostos a enfrentar os desafios desses novos temos e contribuir com o Brasil que renasce”. Definiu o momento atual do país como de “reconstrução”. 

Perfil

Fernando Azevedo e Silva é o 12º ministro a assumir a pasta, desde a criação, em 1999. É general de Exército desde 2014 e já chefiou as operações da Missão de Paz da ONU no Haiti e foi presidente da Autoridade Pública Olímpica. Azevedo foi responsável por executar medidas relativas a projetos para as Olimpíadas, no Rio de Janeiro. 

Azevedo também foi presidente da Comissão de Desportos do Exército durante a preparação e execução dos 5º Jogos Mundiais Militares e atuou na direção do Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa. O ministro foi nomeado, ainda, para chefiar o Estado-Maior do Exército em julho de 2016. 

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