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Correio Braziliense

Troca de afagos durante a transmissão de cargos no Planalto

Presidente participa de posse dos colaboradores mais próximos. Transição alia ministros que saem dos que chegam. Heleno critica Dilma


postado em 03/01/2019 06:00 / atualizado em 03/01/2019 00:47

Separados por Bolsonaro, os auxiliares de Temer (D) elogiaram sucessores durante a cerimônia(foto: Marcelo Ferreira/CB/DA.Press)
Separados por Bolsonaro, os auxiliares de Temer (D) elogiaram sucessores durante a cerimônia (foto: Marcelo Ferreira/CB/DA.Press)

A transferência de cargos do Executivo da gestão do emedebista Michel Temer para os ministros palacianos que atuam próximo ao presidente Jair Bolsonaro pareceu uma continuidade de governo. Os próprios ministros não sabiam, ao certo, se estavam entrando ou saindo. O principal motivo para o ambiente ameno foi o período de transição, que teve início no fim do segundo turno até o começo de dezembro. Segundo interlocutores do atual governo, tudo transcorreu da “melhor forma possível”.

Um dia depois de tomar posse na Praça dos Três Poderes, a agenda de Bolsonaro foi marcada pelas solenidades de transmissão de cargos no Planalto. Os ministros da Secretaria de Segurança Institucional, General Heleno; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno; da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; e da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, foram oficializados nos postos, em uma cerimônia no Palácio do Planalto.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral do governo Temer, Ronaldo Fonseca, antes de passar o cargo a Bebianno, não poupou elogios ao projeto elaborado por Bolsonaro. Disse que o Brasil não será decepcionado. “Eu até queria fazer continência para Vossa Excelência”, brincou. No fim do discurso, incentivou o sucessor a dar continuidade ao trabalho e enalteceu a atuação dele na campanha presidencial. “Acredito que (Bebbiano) fará melhor do que fiz. Até ouvi certa crítica de que o ministro não sabia fazer política, mas ele ganhou uma eleição. Se isso não é saber fazer política...”, cutucou.

(foto: Clique para ampliar)
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Atribuindo a vitória de Bolsonaro nas urnas à vontade de mudança e ao apego de valores e ética dos brasileiros, o ex-ministro do GSI, Sérgio Etchegoyen, declarou torcer pelo sucesso de General Heleno à frente da pasta. “Meu estimado amigo Heleno, que a jornada que o espera lhe traga realizações e alegrias, como as que deixo a minha posição nesse momento”, disse. O General Heleno, por sua vez, elogiou a passagem “primorosa” de Etchegoyen e a organização “brilhante” da posse de Bolsonaro.

“Tenho um trabalho duro pela frente, todos nós sabemos isso. Mas temos a ventura de estarmos integrados a uma equipe excepcional, que manifestou união em torno de um trabalho muito sério, que será penoso, mas tenho certeza que nos conduzirá a um novo destino”, declarou. Ele agradeceu a oportunidade de estar à frente do cargo e criticou a ex-presidente Dilma Rousseff. “O sistema (de inteligência) foi recuperado pelo general Etchegoyen e foi derretido pela senhora Rousseff, que não acreditava em inteligência”, declarou Heleno.

Ao deixar o cargo de ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha elogiou a transição dos governos. “Em determinado momento, não se sabia quem estava saindo e estava entrando”, disse Padilha ao transmitir o cargo para Lorenzoni. “Desejo ao ministro Onyx toda a sorte, mais sorte do que tivemos, pois há uma expectativa enorme em relação ao novo governo”, afirmou. Onyx, por sua vez, também fez referência a Padilha. “Quero fazer justiça a todos a equipe do Planalto pela correção que tiveram ao longo de todo esse processo”.

Em tom messiânico, acrescentou que “muitos são chamados, poucos escolhidos”. “O presidente Jair Bolsonaro foi chamado por Deus e escolhido pelo povo.” Por fim, falou que o governo não pode errar. “Vamos fazer desse país uma grande nação”, disse.

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