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Correio Braziliense

Joice Hasselmann defende 'investigação rápida' sobre Flávio Bolsonaro

Deputada federal eleita foi a entrevistada desta quarta do CB.Poder. No programa, ela também falou sobre Previdência, reeleição e porte de armas


postado em 23/01/2019 18:01 / atualizado em 23/01/2019 18:02

(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 
A deputada federal eleita Joice Hasselman (PSL-SP) foi a convidada do CB.Poder desta quarta-feira (23/1). Jornalista de formação e deputada mais votada da história, Joice apresentou seus posicionamentos em relação ao governo Bolsonaro e esclareceu algumas dúvidas sobre polêmicas, como o caso Queiroz, a viagem de um grupo do PSL à China e o seu apoio ao candidato à presidência da Câmara, Rodrigo Maia, além de falar sobre a reforma da Previdência e sobre a posse de armas. A respeito do cargo que vai exercer a partir da próxima semana — quando toma posse —, a deputada eleita apresentou algumas de suas propostas constitucionais, e colocou em pauta suas opiniões sobre a PECs que tramitam no Congresso.
 

O que pensa a respeito das polêmicas enfrentadas por Jair Bolsonaro nesses primeiros dias de governo?

Acho que as polêmicas são boas. O fato de ter a flexibilidade de ir e de voltar.

E sobre os casos envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-SP)?

Está acontecendo um massacre por parte do grupo que nos ataca. As investigações têm que ocorrer o mais rápido possível e não devem  ficar nesse massacre midiático.

Esse caso por atrapalhar a tramitação das reformas?

Não deve atrapalhar. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Estamos falando de um senador eleito. Falamos da agenda da reforma, de uma agenda nacional. Se Flávio tiver envolvimento ele vai pagar por ele.

E em relação à viagem de alguns eleitos pelo PSL à China? Qual é o seu posicionamento?

A China é importante, tem negócios com o Brasil. A questão política com a China é outro assunto bem delicado. Há um componente político e ideológico que temos que tomar cuidado. Não foi uma viagem partidária. Foi um grupo que se reuniu para ir.
 

A senhora foi criticada por, agora, apoiar Rodrigo Maia para a Presidência da Câmara, sendo que sempre se posicionou contrária a ele. Como fica essa situação?

Quando ele se aliou à esquerda, eu fui pra cima dele. De novo, eu fiz uma jogada contra a esquerda. Atrair o PSL foi tirar o PT do bloco.
 

A senhora concorda que os militares sejam deixados de fora da reforma da Previdência? 

Não podemos comparar o nosso sistema com o militar. Os militares não têm os mesmos direitos dos civis. Nossa reforma é pra atingir grandes privilégios. O povo mais pobre vai ser protegido nela. Vai ter alguma coisa que toque na questão dos militares, mas não dá para fazer o mesmo regime.
 

A senhora defende que o novo governo comece a reforma do zero ou dá para aproveitar alguma coisa da proposta apresentada por Michel Temer?

Aproveite algo. É a estratégia mais inteligente pra pular a comissão especial e a CCJ.
 

Um decreto de Bolsonaro flexibilizou a posse de armas. Agora, há a expectativa de uma movimentação também em torno do porte. Já sentiu o clima da bancada e de seus futuros colegas em relação a essa ideia?

Temos maioria para pautar. Faz parte do nosso compromisso com o eleitor. Um dos nossos discurso é o direito à liberdade. Há uma expectativa que a gente avance.
 

Caso o projeto do fim da reeleição chegue ao Congresso, a senhora votaria contra ou a favor dele?

Preciso conversar com o presidente. No Senado já temos a PEC contra a reeleição. Eu defendo que o Bolsonaro fique mais que quatro.
 

Confira a entrevista na íntegra:

 
 
*Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca 

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