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Correio Braziliense

Em carta ao Congresso, Bolsonaro defende reforma da Previdência

Na mensagem lida na abertura dos trabalhos legislativos, o presidente afirmou que a reforma da Previdência é o primeiro passo para a criação de um "círculo virtuoso na economia" do país


postado em 04/02/2019 16:16 / atualizado em 04/02/2019 17:22

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Em carta enviada ao Congresso, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a reforma da Previdência é o primeiro passo para a criação de um "círculo virtuoso na economia" do país. A carta, que inicia os trabalhos do ano legislativo, foi entregue pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e lida pela deputada Soraya Santos (MDB-RJ), 1ª secretária da Câmara. 

"Estamos conscientes — nós e todos os formadores de opinião responsáveis —: o grande impulso deste novo ambiente virá com o projeto da Nova Previdência", disse a carta.

Com a reforma, afirmou Bolsonaro, tem início uma grande mudança no Brasil. "A confiança sobe, os negócios fluem, o emprego aumenta. E eis que se inicia um círculo virtuoso na economia."

Assim, disse o presidente, a iniciativa pretende elevar a taxa da poupança nacional, criando condições de aumentar os investimentos e o ritmo de crescimento. "É um caminho consistente para liberar o país do capital internacional."

Segundo a carta do presidente, a proposta de reforma da Previdência a ser apresentada ao Congresso será moderna e fraterna, conjugando o equilíbrio atuarial com o amparo a quem mais precisa. Mas frisou que vai separar "previdência" de "assistência" e que vai combater fraudes e privilégios. 

O presidente chegou a escrever que os valores "judaico-cristãos" foram afetados pelos últimos governos. "O Brasil resistiu a décadas de uma operação cultural e política destinada a destruir a essência mais singela e solidária de nosso povo", afirmou no discurso.
 
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(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press )
 

No documento, o presidente também chegou a ressaltar que os governos petistas "maquiaram" números sobre a pobreza no país. Também está escrito que os brasileiros mais pobres foram afetados por um "Estado assaltado". "Indicadores foram alterados para fins de propaganda, sem implicar melhoria nas condições de vida da população", enfatizou sem descrever os números maquiados. 

Assim, Bolsonaro passou a defender que "isso acabou" e que o Brasil "declara guerra" ao crime organizado. "Guerra moral, guerra jurídica, guerra de combate", confirmou.

Vários temas foram tratados no discurso, saúde, relações exteriores, meio ambiente e outros; mas todos tratados brevemente. Só que o maior foco foi dado às questões sobre combate à corrupção e ao crime organizado. "Nosso país, de dimensões continentais e com uma população plural e de espirito livre, rejeitou essa forma de governar. Caiu por terra a mentira. E eis que vimos nascer a verdade é a esperança de quem segue em frente", disse no texto, voltando a se referir ao passado. 

Mesmo após diversos impedimentos à liberdade de imprensa, como observado na posse presidencial, quando jornalistas foram cerceamos e enfrentaram dificuldades na cobertura; Bolsonaro defendeu a liberdade de opinião e de imprensa no documento. "Vamos defender sempre a liberdade de opinião, de crença, de imprensa, de manifestação religiosa, de pensamento", contou na nota.

Com informações da Agência Estado

Veja o texto na íntegra

 

 

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