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Correio Braziliense

Mourão chama ditadura de 'governo de presidentes militares'

Vice-presidente também defendeu que o regime autoritário entregou, pela 'primeira vez', uma mudança 'ordeira e normal', durante o processo da redemocratização


postado em 13/02/2019 10:11 / atualizado em 13/02/2019 11:07

Com um tom de justificativa, Mourão afirmou que o golpe militar de 1964 se deu por um reflexo da guerra fria e do comunismo (foto: Carl de Souza/AFP)
Com um tom de justificativa, Mourão afirmou que o golpe militar de 1964 se deu por um reflexo da guerra fria e do comunismo (foto: Carl de Souza/AFP)
Em evento, nesta quarta-feira (13/2), o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que prefere chamar a ditadura militar de 1964 de "governo de presidentes militares". Também defendeu que o regime autoritário entregou, pela "primeira vez", uma mudança "ordeira e normal", durante o processo da redemocratização.

A fala aconteceu em Brasília, em seminário no qual falou para uma plateia de executivos, lobistas e políticos. As palestras foram organizadas pela revista Voto, em parceria com o Financial Times, publicação britânica de linha liberal.

Com um tom de justificativa, Mourão afirmou que o golpe militar de 1964 se deu por um reflexo da guerra fria e do comunismo, que se espalhava pelo mundo. Assim, mesmo que reconheça que o início da ditadura tenha sido um "governo autoritário sim", o vice-presidente procurou relativizar as opressões e os árbitros do regime. "Uns preferem chamar aquele período de ditadura. Eu prefiro chamar de governo de presidentes militares", enfatizou.

O período da redemocratização, segundo o general da reserva, foi, em grande parte, mérito do governo à epoca, que teria conduzido o processo de maneira "ordeira e normal". "Foi um regime que se autoextinguiu, aquele regime dos generais, digamos assim". 
 

Governo Bolsonaro

Sobre o governo do qual faz parte, Mourão disse que é fruto de um desejo social. Assim, passou a evitar velhas práticas. "Bolsonaro colocou como primeira tarefa mudar a forma de fazer política neste país. A famosa política do toma lá, dá cá, ele está rompendo. Ele rompeu na composição do ministério e continua rompendo", defendeu.

Ele argumentou ainda que Bolsonaro deve conduzir as tarefas do governo com "mão firme", para que o Brasil desenvolva a educação, a saúde e os demais serviços públicos.

Voltando-se especialmente aos empresários presentes na plateia, o vice-presidente defendeu o trabalbo feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. "Ele tem a dificil missão de recuperar o equilíbrio fiscal, para que, pouco a pouco, possamos diminuir a dívida pública, que prejudica a nossa sociedade", disse.

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