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Correio Braziliense

Bolsonaro desmente fake news sobre suposto câncer e complicações cirúrgicas

Nas redes sociais, internautas sugeriram que Bolsonaro estaria com câncer. Em um vídeo publicado em uma das mídias, comenta-se que teria um áudio do presidente falando de um suposto câncer. O boato foi negado por meio de nota


postado em 13/02/2019 13:57

(foto: Twitter/Reprodução)
(foto: Twitter/Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez questão de desmentir qualquer boato relacionado ao período em que esteve internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Por meio de nota lida pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, com esclarecimentos da equipe médica, negou qualquer suspeita de câncer, problemas físicos ou relacionados a uma infecção hospitalar.

 

Nas redes sociais, internautas sugeriram que Bolsonaro estaria com câncer. Em um vídeo publicado em uma das mídias, comenta-se que teria um áudio do presidente falando de um suposto câncer. O boato foi negado por meio de nota. “Em nenhum momento houve suspeita pré-operatória ou durante a internação com relação a câncer. E os diversos exames de imagens feitos ao longo da internação reiteraram a ausência desta doença”, declarou Barros.

 

Outra fake news rebatida se refere à suspeita de que Bolsonaro teria contraído uma infecção hospitalar. A nota informa que a maioria das infecções hospitalares é associada a dispositivos ou procedimentos. No entanto, a infecção que provocou a pneumonia de Bolsonaro teve outra origem. “A despeito das inúmeras culturas colhidas, em nenhum momento houve identificação de infecção dessa natureza. A pneumonia decorreu, muito provavelmente, de aspiração de conteúdo gástrico, condição que pode ocorrer em situações de pós-operatório prolongado”, destacou o porta-voz.

 

Outras suposições que indicaram uma piora do quadro clínico e físico de Bolsonaro foram desmentidas, como a possibilidade de uma fístula. Segundo avaliações feitas por especialistas e que foram compartilhadas como um agravamento, o presidente teria contraído uma ferida entre o intestino e a pele do ânus, que estaria provocando dor e paralisando o intestino. 

 

A versão foi desclassificada na nota lida por Barros. Devido à gravidade no trauma sofrido após a facada, em setembro de 2018, e a três cirurgias de grande porte, a hipótese de algum risco de complicações cirúrgicas -- com ocorrências de fístulas -- era algo que não poderia ser descartada. No entanto, a equipe médica informou que não houve complicações desse tipo.

 

No pós-operatório, os médicos identificaram, por meio de exames de imagem, uma variação líquida ao lado do intestino de Bolsonaro, próximo à região onde ficava a bolsa de colostomia. A substância foi drenada com esterilização de sangue sem características de pus e com culturas que se seguiram negativas, destaco Barros. “Desta forma, tanto as culturas quanto as imagens descartaram a ocorrência de fístula ou outras complicações cirúrgicas.”

 

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