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Correio Braziliense

Bolsonaro bate o martelo e Bebianno permanece no cargo

O ministro-chefe da Secretaria-Geral é suspeito de liberar verbas para candidaturas laranjas quando ainda era presidente do PSL


postado em 15/02/2019 14:20

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, permanecerá no cargo. Pelo menos até segunda ordem. Em reunião com os ministros-chefes da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Secretaria de Governo, Santos Cruz, o recado foi de que o presidente Jair Bolsonaro acatou as sugestões de permanência do auxiliar. 

 

A permanência de Bebianno foi defendida pela cúpula militar e civil do Planalto entre quarta e quinta-feira, após o retorno de Bolsonaro a Brasília. O discurso é de que uma demissão do ministro passaria a sinalização de insegurança política. Algo que o Palácio do Planalto quer evitar, sob risco de não conseguir montar base de apoio para a aprovação da reforma da Previdência.

 

O ministro-chefe da Secretaria-Geral é suspeito de liberar verbas para candidaturas laranjas quando ainda era presidente do PSL. As acusações pegaram mal no entorno político de Bolsonaro, embora a Polícia Federal (PF) ainda não tenha concluído o inquérito sobre as investigações. “Bebianno permanece, pelo menos por ora. O momento é de apagar o incêndio, conversar, e não ampliar o foco”, disse um interlocutor do Planalto. 

 

A continuidade de Bebianno no posto foi decidida em reunião na manhã desta sexta-feira (15/2) entre Bolsonaro, Onyx e Santos Cruz, no Palácio da Alvorada. Também participou do encontro a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Com o martelo batido pelo presidente, Santos Cruz e Lorenzoni passaram o recado à Bebianno em uma reunião no Planalto.

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