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Correio Braziliense

Justiça eleitoral suspende análise de contas de candidata que apontou 'laranjas'

Este é o segundo processo de candidatos do PSL de Minas suspenso por causa de investigação do Ministério Público


postado em 20/02/2019 12:30 / atualizado em 20/02/2019 12:37

(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

 

A pedido da Procuradoria Regional Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) suspendeu, nesta terça-feira (19/2), o processo de prestação de contas de Cleuzenir Barbosa, candidata a deputada estadual pelo PSL-MG nas eleições de 2018. Cleuzenir denunciou ao Ministério Público o suposto uso de candidatas laranjas pelo partido.

Segundo Cleuzenir, o esquema seria liderado pelo grupo político do atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, deputado federal eleito para segundo mandato e presidente estadual da sigla. Ao jornal Folha de S. Paulo, a ex-candidata disse que o atual ministro "sabia" do esquema denunciado por ela.

Ao MP, Cleuzenir relatou ter sido pressionada pelo grupo do atual ministro a desviar recursos do Fundo Eleitoral para efetuar despesas que não eram de sua campanha. Segundo ela, a suspensão da análise de suas contas é "normal" dentro de um processo de investigação. "Não tenho nada a temer."

Na decisão, o juiz relator da ação, João Batista Ribeiro, afirmo que o procurador regional eleitoral informou a existência de procedimento para apurar "fatos que podem, em tese, constituir crime e ter implicações nessa prestação de contas". Com isso, segundo o magistrado, "impõe-se a suspensão desse processo para aguardar o deslinde dos procedimentos instaurados pelo Ministério Público Eleitoral".

Outros


Este é o segundo processo de candidatos do PSL de Minas suspenso por causa de investigação do Ministério Público. O primeiro foi em 13 de fevereiro, e atingiu as contas da candidata a deputada federal Débora Gomes. Há pedidos para suspensão de análise de contas eleitorais de outras três candidatas: Naftali Tamar, Lílian Bernardino e Camila Fernandes - nenhuma delas se elegeu.

Nesta terça, o Ministério Público de Minas enviou intimações a 20 pessoas, entre candidatos e colaboradores do ministro Marcelo Álvaro Antônio para que prestem depoimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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