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Correio Braziliense

Líderes do PSL defendem suspeitas sobre laranjas, mas cobram investigações

Além de Gustavo Bebianno, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é acusado de ter liberado recursos para candidatura laranja


postado em 20/02/2019 17:24

Marcelo Álvaro Antônio teria liberado recursos para a candidatura da professora aposentada Cleuzenir Barbosa(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Marcelo Álvaro Antônio teria liberado recursos para a candidatura da professora aposentada Cleuzenir Barbosa (foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Os líderes do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), e na Câmara, Delegado Waldir (GO), saíram em defesa de correligionários suspeitos de liberar recursos do fundo partidário para candidaturas laranjas. Ressaltaram, contudo, o desejo por uma firme investigação da Polícia Federal e do Ministério Público sobre campanhas fantasmas em Minas Gerais e Pernambuco. 

As suspeitas tiveram influência na decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em exonerar o ex-ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno. Ex-presidente nacional do PSL, ele está na mira da PF. Os agentes investigam se ele liberou verbas públicas para candidaturas laranjas em Pernambuco. Os holofotes, agora, estão concentrados no ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. 

Nas últimas eleições, quando era presidente do diretório do PSL em Minas Gerais, ele teria liberado recursos para a candidatura da professora aposentada Cleuzenir Barbosa. Ela levou o caso às autoridades policiais e ao MP, acusando assessores de Álvaro Antônio de cobrarem a devolução de R$ 50 mil dos R$ 60 mil recebidos do fundo eleitoral, segundo reportagem da Folha.

Diferentemente de Bebianno, a decisão do governo até o momento é de manter o ministro do Turismo. Para Waldir, é o correto a ser feito. “Ele tem que permanecer. Que crime cometeu? Qual prova tem contra o ministro? Não podemos rasgar a Constituição, que prevê o contraditório e ampla defesa. Se lá na frente comprovar algo que ele praticou, vai ser punido rigorosamente”, declarou. 

O constrangimento causado pelas acusações contra correligionários é um desconforto para Olimpio. Por esse motivo, ele defende uma rápida apuração. “Não faço parte de laranjal, nem estimulo laranjal. Estamos construindo um grande partido e não vamos permitir qualquer tipo mácula ao partido. Mas não vamos prejulgar qualquer circunstância que está em apuração”, destacou. 

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