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Correio Braziliense

Está descartada, no momento, eventual demissão do ministro do Turismo, diz Onyx

Lorenzoni ainda ressaltou as diferenças entre o caso do ministro do Turismo e o recente episódio que levou à exoneração do ex-ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno


postado em 21/02/2019 11:20 / atualizado em 21/02/2019 11:23

O presidente Jair Bolsonaro empossa o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, durante cerimônia de nomeação dos ministros de Estado, no Palácio do Planalto(foto: Valter Campanato/Agência Brasil )
O presidente Jair Bolsonaro empossa o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, durante cerimônia de nomeação dos ministros de Estado, no Palácio do Planalto (foto: Valter Campanato/Agência Brasil )
 

 

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, descartou a hipótese de demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, neste momento, alegando que há uma investigação sobre a responsabilidade de criação de candidaturas "laranja" do PSL em Minas Gerais. "O governo observa, mas, nesse momento, não há nada nesse sentido", disse Lorenzoni em entrevista à Rádio Gaúcha.

Lorenzoni ainda ressaltou as diferenças entre o caso do ministro do Turismo e o recente episódio que levou à exoneração do ex-ministro da Secretaria-Geral Gustavo Bebianno. "O problema do ministro que foi afastado foi muito mais uma ruptura em uma amizade de muitos anos", afirmou. Ele lembrou que houve um estopim causado por candidaturas em Pernambuco, "mas a razão da exoneração foi uma ruptura na relação de amizade" e, "do ponto de vista que envolve Marcelo Álvaro, é outra coisa" esclareceu o chefe da Casa Civil.

Ainda sobre o ministro do Turismo, Lorenzoni afirmou que é necessário dar tempo para que sejam feitos os esclarecimentos pelas autoridades e a decisão final é de Jair Bolsonaro. "Em um regime presidencialista, a decisão é do presidente", finalizou.

 

Banco de talentos 

 

O governo federal pretende anunciar, na próxima semana, um programa de banco de talentos que permite que parlamentares indiquem profissionais com perfil técnico para a composição de cargos federais nos Estados. A informação, antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo, foi dada na manhã desta quinta-feira (21/2), pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em entrevista à Rádio Gaúcha. "Os parlamentares farão indicações que poderão ou não ser aceitas", destacou.

 

De acordo com Lorenzoni, a programa será discutido ainda nesta quinta-feira, durante uma reunião na Casa Civil, com a participação de outros ministros. O tema do banco de talentos foi citado em resposta a um questionamento sobre a possibilidade de mais espaço no governo, aos parlamentares, em troca de votos no Congresso Nacional a favor da reforma da Previdência. Esta hipótese, no entanto, foi descartada.

 

Segundo o ministro, o presidente da República, Jair Bolsonaro, acabou com a prática de loteamento de ministérios baseada em parcerias político partidárias. "Foi isso que (em governos anteriores) destruiu a classe política. Fizemos algo completamente diferente de tudo aquilo que se viu nos últimos 30 anos", afirmou.

 

Lorenzoni ainda lembrou que o único cargo indicado pela Presidência foi o de Jorge Seif Júnior, para a Secretaria Nacional de Pesca e Agricultura, e ainda assim o nome de Seif precisou passar pelo crivo da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. 

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