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Correio Braziliense

Equipe econômica não estabeleceu limites para modificação de reforma

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo que não existe ponto indefensável na reforma da Previdência que o Congresso Nacional não possa abrir mão


postado em 21/02/2019 14:13

(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) disse, em entrevista a jornalistas, que não existe "ponto indefensável" na reforma da Previdência que o Congresso Nacional não possa abrir mão. De acordo com ele, a Câmara e o Senado farão a discussão sobre o texto sem ter um limite para enxugamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O parlamentar destacou que a equipe econômica não impôs barreiras para o enxugamento. As declarações foram dadas após reunião da bancada do partido com o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, no Ministério da Economia, em Brasília.

 

"A reforma como um todo está aberta para os parlamentares", afirmou o líder. "O próprio Marinho que foi deputado federal por três mandatos foi muito feliz quando disse que agora a bola está com o Congresso Nacional, que vai fazer a discussão dentro da sua esfera de competência que pode alterar o texto em todo o seu aspecto, inclusive incluindo categorias", completou.

 

Vitor Hugo enfatizou que não há uma barreira para o enxugamento do projeto. "Isso não foi estabelecido pela equipe econômica", ressaltou. "É o conjunto de medidas hoje, da maneira como foi apresentado, traria uma economia para o país acima de R$ 1 trilhão em 10 anos. E cada concessão que for feita vai desidratar um pouco a proposta. Mas a palavra final é do parlamento", acrescendo.

 

Sobre as pressões corporativa, como de policiais e servidores públicos, Vitor Hugo afirmou que é "natural" que as ansiedades cheguem até os parlamentares. O líder disse também que não é possível saber o número de votos que o governo tem na Câmara. 

 

"A proposta foi apresentada ontem. Existe uma sensibilização clara dos parlamentares. A gente pode ver, por exemplo, pela presença. O Rodrigo Maia (presidente da Câmara) esteve lá para receber o presidente da República. O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apareceu", lembrou. "Isso já é um gesto claro, aliado a outras manifestações, que os dois presidentes têm feito publicamente em defesa da Nova Presidência", completou o deputado. 

 

Ele ressaltou ainda que há muito trabalho para fazer antes de viabilizar a reforma. "Não foi nem instaurada ainda a comissão de Constituição e Justiça nem começou os trabalhos ainda. A comissão especial ainda está distante de acontecer. Então temos muito trabalho a fazer até começar esse trabalho", destacou. 

 

A reforma da Previdência foi apresentada nesta quarta-feira (21/2) pelo governo federal. Entre os pontos principais, estabelece idade mínima para aposentadoria de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens). Haveria, antes, um período de transição de 12 anos. Os servidores públicos foram os mais afetados com as mudanças. 

 

 

Militares

 

 

Apesar de os militares não serem afetados com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), um projeto de lei será encaminhado até o dia 20 de março com as mudanças previdenciárias para os trabalhadores das Forças Armadas. Segundo Vitor Hugo, houve uma reunião na terça-feira (19/2) com o presidente Jair Bolsonaro, militares e a equipe econômica. 

 

“Diante da complexidade, os militares solicitaram que fosse feito um adiamento (do envio do texto)”, ressaltou o líder. Segundo ele, o presidente assumiu, porém, que até o dia 20 o projeto será enviado. 

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