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Correio Braziliense

Olavo de Carvalho pede que alunos deixem cargos no governo

A mensagem foi publicada no Facebook na madrugada desta sexta-feira (8/3)


postado em 08/03/2019 11:06 / atualizado em 08/03/2019 11:28

(foto: Reprodução/Twitter )
(foto: Reprodução/Twitter )

 

O filósofo e ensaísta Olavo de Carvalho, o guru do presidente Jair Bolsonaro, convocou, por meio das redes sociais, seus alunos que ocupam cargos no governo a abandonar os postos e voltar aos estudos. A mensagem foi publicada no Facebook na madrugada desta sexta-feira (8/3). 

 

"O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem seja como eles", escreveu o ensaísta. Ele também disse que jamais gostou da ideia de que os alunos ocupassem cargos dentro do governo, mas como muitos estavam entusiasmados com a ascensão de Bolsonaro, então, Olavo disse achar "cruel destruir essa ilusão num primeiro momento". 

 

Mais tarde, em outras publicações, Olavo voltou a falar sobre o assunto, dizendo que convocava os alunos a "voltar à reforma da cultura". "O mundo legal e governamental é impotente para corrigir-se a si mesmo", afirmou. Em outra postagem, o ensaísta diz que "tudo o que estão dizendo e fazendo contra os meus poucos alunos que têm cargos no governo é para bloquear a Lava-Jato na Educação". 

 

A "Lava-Jato da Educação" faz referência a uma proposta de Bolsonaro de investigar gastos com educação no Brasil. Na segunda-feira (4/3), pelo Twitter, o presidente disse que "há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados. Para investigar isso, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia e Controladoria Geral da União, criaram a Lava-Jato da Educação", escreveu. 

 

Olavo não especificou os "alunos" que desejaria ver fora do governo. Porém, entre os discípulos de Olavo dentro do governo, estão: o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo — indicado pelo próprio filósofo ao cargo — e que defende teorias como a do "globalismo"; o ministro da Educação, Ricardo Vélez; e Murilo Resende Ferreira, diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).   

  

 

 

 

 

Repercussão

 

Na própria publicação, muitos seguidores do filósofo comentaram contrários à ideia. Muitos consideraram que sair do governo deixa o presidente "sozinho", e abre as portas para os "inimigos". A postagem teve mais de 1,6 mil interações, 186 compartilhamentos, e 43 comentários. 

 

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