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Correio Braziliense

Brasil e EUA fecham acordo para uso da Base de Alcântara, no Maranhão

Norte-americanos poderão lançar foguetes do local. Objetivo é colocar satélites e outros objetos em órbita


postado em 11/03/2019 12:28

Vista aérea da base militar de Alcântara, no Maranhão(foto: MCT/Divulgação)
Vista aérea da base militar de Alcântara, no Maranhão (foto: MCT/Divulgação)

 
O Brasil e Estados Unidos concluíram as negociações em torno do uso comercial do Centro de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão. A iniciativa era esperada por autoridades e pesquisadores de ambas as nações, principalmente pela Força Aérea (FAB) - para injetar recursos no programa espacial brasileiro. O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas possui cláusulas que protegem tanto a tecnologia usada pelos norte-americanos quanto pelos brasileiros. Na prática, os EUA poderão lançar foguetes do local.

A principal atividade da base, que agora deve ter seu potencial de lançamento elevado, é a de enviar satélites ao espaço. Por conta da localização, os lançamentos exigem 30% a menos de combustível quando partem da região, por conta da proximidade com a Linha do Equador.

As negociações ocorrem desde 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso e foram rejeitadas anteriormente pelo Congresso Nacional. Na época, os congressistas avaliaram que havia uma forte interferência do governo norte-americano em território nacional, pelas cláusulas apresentadas.

Desde que foi criada, em 1985, a Base de Alcântara serviu como ponto de partida para 490 veículos (espaciais) por meio de 101 lançamentos. Atualmente, o espaço é gerenciado pela FAB. 

O Correio visitou a base em setembro do ano passado. Na ocasião, o  presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais da FAB Major- Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, afirmou que a intenção da parceria é fazer com que o Brasil participe do lucrativo mercado global voltado para atividades no espaço. "Ao redor do mundo, o setor espacial movimenta U$ 330 bilhões. Não queremos todo esse valor, queremos 10%. Podemos começar com menos", afirmou. 

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