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Correio Braziliense

Após prisões no caso Marielle, Freixo defende uma CPI das Milícias

Deputado Marcelo Freixo (PSol-RJ) diz que prisão dos suspeitos é importante, mas que investigações devem prosseguir para que mandantes sejam apontados


postado em 12/03/2019 12:30 / atualizado em 12/03/2019 12:48

Bancada do PSol fala, na Câmara dos Deputados, sobre prisão de suspeitos de matar Marielle e Anderson(foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados )
Bancada do PSol fala, na Câmara dos Deputados, sobre prisão de suspeitos de matar Marielle e Anderson (foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados )
O deputado federal Marcelo Freixo (PSol/RJ), do mesmo partido da vereadora Marielle Franco, afirmou, nesta terça-feira (12/3), que as prisões dos executores do crime são importantes, mas defendeu a continuidade das investigações para que se chegue aos mandantes e se apure a relação do caso com o crime organizado. Ele anunciou que a legenda vai entrar com pedido de CPI das Milícias na Câmara dos Deputados. 

"É importante que o Legislativo federal investigue o poder desses grupos, que claramente interferem na política, nos palácios. Em determinados momentos, eles mesmos se denominam Escritório do Crime, mostrando que estão falando de um negócio", disse. 

Durante entrevista no Salão Verde, da Câmara, Freixo disse que, apesar da demora, foi importante a solução para identificação dos matadores de Marielle, mas cobrou a identificação dos mandantes. O deputado também elogiou a postura do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.  "Ele mostrou que, no momento, não está do lado e quem rasga placa."

Vizinho de Bolsonaro

Questionado sobre a coincidência do endereço de um dos suspeitos e o presidente da República, Jair Bolsonaro, o deputado disse que não cabe fazer qualquer ilação nesse momento.“Sabemos que tem fotos deles, sabemos também que são vizinho. Mas não seria responsável, nesse momento, fazer relação", disse Freixo.

Lembrando de quando apresentou pedido anterior de CPI das Milícias, Freixo disse que o então deputado Jair Bolsonaro, segundo ele, defendeu a legalização das milícias. "Lamento também que, quando fizemos uma homenagem a Marielle, na Alerj, o então deputado Flávio Bolsonaro tenha sido o único político que não assinou o documento", ressaltou.

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