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Correio Braziliense

Toffoli determina abertura de investigação contra fake news sobre o STF

Ministro afirmou que os integrantes da Corte estão sendo alvos de uma rede difamatória com o intuito de enfraquecer a Justiça


postado em 14/03/2019 14:41

Ministro Dias Toffoli (foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Ministro Dias Toffoli (foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

 
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou abertura de inquérito para investigar notícias falsas, compartilhadas via redes sociais, que atacam a Corte e os ministros. O anúncio foi realizado no começo da sessão no plenário, na tarde desta quinta-feira (14/3).

O condutor do inquérito será o ministro Alexandre de Moraes. A coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo afirma que uma rede de WhatsApp, supostamente usada para apoiar o presidente Jair Bolsonaro, que entrou em atividade durante as eleições, foi reativada para atacar o STF e apoiar a reforma da Previdência.

Toffoli não detalhou do que se trata a investigação em si e nem quais são os alvos em específico. No entanto, corre na Corte que entre os investigados estariam parlamentares do PSL. 

Considerando a existência de notícias fraudulentas, denunciações caluniosas e ameaças difamantes e injuriantes que atingem a inviolabilidade do Supremo, ministros e seus familiares, resolve-se, nos termos do art 43, instaurar inquérito criminal para apuração das infrações. O eminente ministro Alexandre de Moraes será o condutor das diligências", afirmou Toffoli, lendo o documento que determina a abertura das investigações.

Lava-Jato


O Supremo continua, nesta quinta-feira, o julgamento sobre de quem é a competência para julgar crimes comuns ligados as eleições. A Corte decide se os casos devem tramitar na Justiça Federal ou Justiça Eleitoral.

A possibilidade da mudança na analise dos processos é criticada por procuradores da força-tarefa da Operação Lava-Jato. Nas redes sociais, procuradores afirmam que esse será o fim da operação, caso os processos sejam enviados à Justiça Eleitoral.

Pouco antes do começo da sessão, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que não acredita que as investigações da Lava-Jato estão em risco, pois o Congresso Nacional pode tomar algumas medidas para tratar do assunto. 

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