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Correio Braziliense

Bolsonaro, ministros e chefe de poderes se reúnem em almoço na casa de Maia

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) foi ao almoço. Ele não estava na lista inicial. Arthur Lira, líder do PP na Câmara, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também estiveram no encontro


postado em 16/03/2019 14:35 / atualizado em 16/03/2019 16:53

(foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)
(foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

 

Antes da viagem oficial aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro se encontrou com os chefes do Legislativo e do Judiciário, além de vários ministros, na Residência Oficial da Câmara, neste sábado (16/3). Com trajes informais, as autoridades começaram a chegar por volta das 13h à casa do presidente da casa legislativa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no Lago Sul. 


Os presidentes da República; da Câmara; do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, estiveram no almoço, sem agenda definida. A expectativa era de que o encontro fosse para afinar os discursos sobre temas importantes para o governo, como a reforma da Previdência.  

Dos ministros, participaram Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Ricardo Vélez Rodrigues (Educação), Ricardo Salles (Meio Ambiente), Sergio Moro (Justiça), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Fernando Azevedo e Silva (Defesa), Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional), Floriano Peixoto (Secretaria da Presidência), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Wagner Rosário (Transparência e Controladoria-Geral da União), Osmar Terra (Cidadania), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e general Santos Cruz (Secretaria Geral da República). O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também esteve na reunião. 

Além deles, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) também marcou presença, apesar de não estar na lista inicial. Arthur Lira, líder do PP na Câmara, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também estiveram no encontro.
 
Pouco antes das 16h, os convidados já começavam a ir embora. Na saída, o senador Marcos do Val (PPS-ES) disse que Bolsonaro discursou para os presentes, pedindo que os poderes se mantenham unidos. Segundo o parlamentar, ele não pediu apoio específico para nenhuma pauta e também não foi cobrado em relação à Previdência. 

Sérgio Moro, da Justiça, aproveitou o momento para pedir ajuda para tocar o pacote "anticrime', comentou do Val. O senador disse que a CPI da Lava Toga não foi mencionada. 

O ministro Santos Cruz, da Secretaria de Governo, reforçou que foi um encontro social, sem agenda de trabalho. "Um almoço normal, como a gente tem na casa de qualquer amigo", afirmou. Ele elogiou a iniciativa de Maia, que "simboliza a união entre os poderes", e disse que Bolsonaro ressaltou "a importância de trabalharmos juntos".  

Aliados

Nessa sexta-feira (15/03), Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), que comandará a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Eles discutiram a tramitação da reforma da Previdência. O líder do governo na Câmara, deputado Major Victor Hugo (PSL-GO), e o ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, também participaram da conversa. 

Neste domingo (17/3), Bolsonaro viaja para os Estados Unidos. Ele deve ter um encontro privado com o presidente Donald Trump, em Washington. 
 
Um dos grandes defensores da reforma da Previdência, Maia pontuou que é preciso aprovar a medida para que o país mude "de maneira democrática". Enquanto Bolsonaro aponta a posição do governo, Maia e Alcolumbre atualizam sobre o posicionamento dos parlamentares, explicou o deputado. 

Previdência 


A expectativa de Maia é de que a reforma seja votada no fim de maio pelo plenário da Câmara. "Esse é meu objetivo como presidente de Câmara e como deputado", disse. A discussão não deve demorar o prazo mínimo, mas também não deve chegar ao máximo de 40 sessões, acredita o parlamentar. 

Perguntado sobre a relatoria da reforma na comissão especial, fase posterior à votação na CCJ, Maia disse que Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é um bom nome "para qualquer posição", mas que prefere que fique como líder. Lembrou, entretanto, que a decisão não cabe apenas a ele. Outros nomes têm sido levantados pela equipe do governo, ainda sem definição.

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