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Correio Braziliense

Diarista ouve que não perderá aposentadoria e rebate: 'Palavra de político'

Na Esplanada, Eliane dos Santos Silva abordou o relator da PEC da Previdência, Marcelo Freitas, e outros políticos para criticar a reforma: 'Para os pobres, eles não estão nem aí'


postado em 02/04/2019 17:50 / atualizado em 02/04/2019 18:10

Eliane dos Santos Silva foi até a Esplanada para confrontar os parlamentares(foto: Hamilton Ferrari/CB/D.A Press)
Eliane dos Santos Silva foi até a Esplanada para confrontar os parlamentares (foto: Hamilton Ferrari/CB/D.A Press)
Em meio às discussões sobre a reforma da Previdência, uma diarista foi até o Ministério da Economia criticar parlamentares que debatiam as mudanças de regras nas aposentadorias e pensões, nesta terça-feira (2/4). 

Eliane dos Santos Silva, 43 anos, abordou o relator da reforma, o deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), que se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tratar sobre o trâmite do texto. Após ouvir da mulher que a reforma a impediria de se aposentar, Freitas garantiu que ela teria sim direito à aposentadoria. "Palavra de político", duvidou ela.

Após abordar parlamentares, ele falou com jornalistas (veja vídeo abaixo). Disse que contribuiu durante 10 anos como diarista e que mora em São Paulo. Ela argumentou que as discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) não levam em consideração pessoas como elas.

"Um país que está cheio de pobres, que trabalham de dia para comer de noite, não tem condições nenhuma de um dia pensar em aposentadoria. Com essa Previdência, não tem jeito de um pobre se aposentar um dia na vida. Estão beneficiando, sim, os ricos, os bancos. Mas para os pobres eles não estão nem aí", criticou. 



Minha Casa Minha Vida

A vinda a Brasília foi motivada por problemas no programa Minha Casa Minha Vida, que, segundo ela, "está um caos". "Um dia a gente está no apartamento e, no outro, não está por conta de políticos”, afirmou. No último domingo (31/4) o 
 
"No estado de São Paulo já estive em Ministério Público Federal e não resolveram. Estou aguardando um comunicado da Caixa Econômica Federal. Fui no Ministério da Justiça, já fiz todo o encaminhamento, fui na Controladoria-Geral da União (CGU). Vamos ver o que vai acontecer”, disse. 

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