Politica

Bolsonaro recebe partidos para discutir Previdência nesta quinta-feira

Com três meses de mandato, Bolsonaro até hoje não conseguiu formalizar apoio no Congresso Nacional

Gabriela Vinhal
postado em 03/04/2019 12:03
Presidente da República, Jair Bolsonaro durante partida de IsraeO presidente da República, Jair Bolsonaro, receberá, a partir de quinta-feira (4/4), seis presidentes de partidos políticos para intensificar o processo de articulação no Congresso Nacional. As reuniões serão individuais e continuam na semana que vem. O chefe de Estado desembarca no Brasil, na noite desta quarta-feira (3/4), após passar alguns dias em Israel. Antes de embarcar para a viagem de volta, afirmou que "jogará pesado na Previdência".

De acordo com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a agenda começa às 8h30, com os presidentes do PRB, o deputado Marcos Pereira (SP); Gilberto Kassab, do PSD; depois receberá o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Bolsonaro almoçará com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e depois receberá o ex-deputado Romero Jucá (MDB).

Base de apoio

"Ele receberá seis amanhã e mais cinco entre terça e quarta-feira da semana que vem", explicou Onyx. A próxima rodada de conversas, contudo, tem ainda quatro nomes confirmados: os presidentes do PSL, do Solidariedade, do PR e do Podemos. O tom das conversas, segundo o chefe da Casa Civil, é para convidar as siglas a participar da aprovação da reforma da Previdência e, eventualmente, ajudar na construção da base aliada do governo na Casa ; com três meses de mandato, Bolsonaro até hoje não conseguiu formalizar apoio no Congresso Nacional.

"É um processo. Uma fórmula baseada no diálogo com uma construção diferente registrada nas urnas. Agora é preciso fazer a boa política e unir todos os brasileiros", declarou Onyx. Para o ministro, depois das críticas de parlamentares e sobretudo, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o Executivo e Bolsonaro não estariam abertos para dialogar com os congressistas, o governo tem se mobilizado para montar essa base. "É preciso dialogar, convidar e abrir a porta. É o que estamos fazendo", pontuou.

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