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VÍDEO: briga generalizada suspende sessão na Câmara de Macapá; assista

Confusão começou após dois parlamentares discutirem sobre legalidade da eleição

A eleição para escolher o próximo presidente da Câmara dos Vereadores de Macapá foi interrompida após uma briga generalizada entre os parlamentares da casa legislativa. O caso ocorreu na tarde desta quinta-feira (4/4). O tumulto começou após os vereadores Yuri Pelaes (MDB), que presidia a sessão interinamente, e Caetano Bentes (PSC), 1; secretário da instituição, começarem a brigar por conta de um documento apresentado pelo Pastor Didio (PRP) que requeria anulidade da sessão. O bate-boca terminou em agressões e xingamentos.

Os agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar de Macapá tiveram de intervir e passaram a fazer a segurança do local. Em um dos vídeos da confusão, que circularam nas redes sociais, mostra o momento em que um homem sobe na mesa diretora, onde havia um foco maior da discussão, e logo em seguida, pula em cima do grupo efetuando vários socos contra os envolvidos.
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A briga começou quando Pelaes pediu ao Bentes que lesse o documento. O 1; secretário negou e os dois iniciaram a discussão, que acabou evoluindo e envolvendo grande parte dos parlamentares presentes na eleição. A votação teve de ser suspensa por mais ou menos uma hora. Após reiniciar o processo de escolha no novo líder da Casa, movido por Caetano, Yuri alegou que a votação era irregular, mas a sessão continuou mesmo assim. Dos 23 parlamentares que a Câmara têm, 12 votaram, elegendo Marcelo Dias (PSDB) como novo chefe da repartição, junto de Adriana Ramos (PR), escolhida como vice.

Eleição de hoje era a segunda na Câmara

Em 25 de janeiro deste ano, a Câmara dos Vereadores já havia decidido pelo novo presidente da instituição, que foi Ruzivan Pontes. Porém, a eleição foi anulada, após um pedido de liminar do vereador do Psol Rinaldo Martins, que solicitou a suspensão da sessão, o que foi acatado pela Justiça. O motivo alegado por Martins, foi de que as incrições das chapas estavam com um prazo curto, e que não tinha comissão eleitoral para averiguar o pleito. Ainda informou que o nome eleito era integrante da mesa diretora, o que é proibido pelas normas da casa.