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Correio Braziliense

Moraes determina que portal retire reportagem sobre Toffoli e aciona PF

Na decisão, ministro diz que o presidente do Tribunal autorizou investigação sobre a publicação, com base em inquérito aberto para apurar ataques contra à Corte


postado em 15/04/2019 13:49 / atualizado em 15/04/2019 13:57

(foto: Carlos Moura/SCO/STF)
(foto: Carlos Moura/SCO/STF)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o portal O Antagonista e a revista Crusoé retirem do ar uma reportagem relacionada ao presidente da Corte, Dias Toffoli. Em decisão, que está em segredo de Justiça, Moraes ainda determina que a Polícia Federal intime jornalistas para que prestem depoimento em até 72 horas.

A decisão ocorreu no âmbito do inquérito 4781, aberto para investigar "notícias fraudulentas (fake news), falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e demais infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros". A notificação foi enviada ao grupo responsável pelos veículos de comunicação no fim da manhã desta segunda-feira (15).

No documento, Moraes a afirma que Toffoli autorizou a investigação sobre a reportagem alegando se tratar de “mentiras” destinadas a atingir as “instituições brasileiras". A matéria citada revela que o delator Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora Odebrecht, foi questionado sobre de quem seria o codinome "o amigo do amigo do meu pai", citado em mensagens trocada por ele com outros executivos da empreiteira.

Marcelo responde dizendo que o apelido se refere a Dias Toffoli e que outras informações relacionadas ao resultado das "tratativas podem ser devidamente os esclarecidos por Adriano Maia, que as conduziu".  

Em nota, divulgada na última sexta-feira (12), a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que não recebeu nenhuma informação com esse teor da força-tarefa da Lava-Jato ou do delegado que conduz o caso. Procurado pelo Correio, o STF informou que as informações solicitadas estão no inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que está sob sigilo.

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