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Correio Braziliense

Moraes determina bloqueio de redes sociais de Chagas e demais investigados

General da reserva do Exército é alvo de um mandado de busca e apreensão relacionado ao inquérito que investiga 'ataques contra o Supremo'


postado em 16/04/2019 10:50 / atualizado em 16/04/2019 10:53

Alexandre de Moraes é o relator da investigação contra supostos ataques ao STF(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
Alexandre de Moraes é o relator da investigação contra supostos ataques ao STF (foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)

 
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das redes sociais, como Facebook, Twitter e WhatsApp dos alvos de oito mandados de busca e apreensão acusados de "ataques e fake news" contra a Corte. Equipes policiais foram em endereços ligados aos investigados na manhã desta terça-feira (16/4).

Entre os alvos está o general da reserva Paulo Chagas que foi candidato ao governo do Distrito Federal na última eleição. Ele é o único investigado em Brasília que teve mandado de busca autorizado na ação deflagrada nesta manhã. De acordo com Moraes, o militar "defendeu a criação de um Tribunal de Exceção para julgamento dos ministros do STF ou mesmo substituí-los".

Além de Chagas, foram alvos Omar Rocha Fagundes, Isabella Sanches, Carlos Antônio dos Santos, Hermínio Aparecido Nadin, Gustavo de Carvalho e Silva e Sérgio Barbosa de Barros. Todos são acusados de usar a internet para "cometer crime" ou "atacar o Supremo". 

Os investigados não tem cargo público e são cidadãos comuns que tiveram as mensagens registradas pelo STF. De acordo com informações que a reportagem teve acesso, foram apreendidos computadores, celulares e documentos na casa dos alvos.

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