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Correio Braziliense

Articulação política do governo é 'zero', diz líder do PSDB na Câmara

A bancada do partido se reuniu com técnicos e o ministro da Economia, Paulo Guedes, na sede da pasta, em Brasília


postado em 16/04/2019 17:14 / atualizado em 16/04/2019 19:50

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
 
O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (PSDB), disse que a articulação política do governo federal é “zero” para conseguir aprovar a reforma da Previdência. Segundo ele, a sigla apoia a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as leis de aposentadorias e pensões, mas ressalta que é preciso fazer alterações no texto. 

A bancada do partido se reuniu com técnicos e o ministro da Economia, Paulo Guedes, na sede da pasta, em Brasília. Na tarde desta terça-feira (16/4), Sampaio afirmou que o governo enfrenta dificuldades dentro do partido, o PSL, e para construir uma base de apoio com outras legendas. “Hoje os partidos já estão fazendo apoio à Previdência porque acreditam na importância dela, mas a articulação política, devo dizer, é zero por parte do governo”, declarou. 

De acordo com ele, o PSDB tem autonomia e independência, mas que quer ajudar o país a aprovar uma reforma que ajuste as contas públicas. O líder afirmou que a reunião com Guedes foi importante para o partido colocar o “sentimento consensual favorável à reforma”, mas também defender os pontos que afligem os deputados. “Deixamos bastante claro que é muito importante que tenhamos os dados econômicos, os impactos que acontecem em cada um dos itens da Previdência, para que a gente possa, ao final, apresentar ao Brasil uma reforma que seja economicamente adequada e socialmente justa”, destacou.

Havia uma queixa de parte dos parlamentares que criticaram o governo por não apresentarem dados detalhados da reforma. Carlos Sampaio alegou que o ministro da Economia se comprometeu a esclarecer as questões na primeira audiência pública da comissão especial. 

Por enquanto, a PEC está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Há um acerto entre os parlamentares de que, nesta etapa, não serão feitas alterações no texto. Ou seja, não entrarão no mérito da matéria. 

Os temas polêmicos deverão ser debatidos na comissão especial. “Há questão ligada à transição, ao envolvimento dos estados e municípios, à aposentadoria rural, ao BPC, à aposentadoria por invalidez à pensão por morte. São temas que são caros à sociedade brasileira e nós precisamos de dados para saber quais são as sugestões de aprimoramentos que nós devemos fazer”, defendeu o parlamentar. 

Carlos Sampaio também disse que a reforma da Previdência é uma pauta importante para o país e exige urgência. “Pode ser votada ainda hoje, a admissibilidade, ou ainda amanhã. O importante é, o quanto antes possamos discutir a previdência na comissão especial, que é o local adequado para a discussão do mérito”, afirmou o líder. Parlamentares do próprio PSDB afirmaram, porém, que a etapa só será equacionada após o feriado. 

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