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Correio Braziliense

Governo defende aprovação do parecer da Previdência sem mudanças

Líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO) considera "prematuro" alterar o texto para atender os pedidos de deputados do centrão e da oposição


postado em 16/04/2019 21:57 / atualizado em 16/04/2019 22:06

(foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
(foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
 
O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou que o ideal é que o parecer da reforma da Previdência seja aprovado sem mudanças na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Ele considera "prematuro" alterar o texto para atender os pedidos de deputados do centrão e da oposição. O colegiado discute o parecer desde as 10h desta terça-feira (16/4).

"A posição atual do governo é que a gente vai manter o texto da íntegra", confirmou o deputado. Vitor Hugo disse ter passado o dia inteiro dialogando com o relator, delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), e com outros parlamentares. "Conversei com alguns líderes de partido de grande número de deputados e com partidos menores também, e o entendimento atual é esse", reforçou.

O deputado acredita que o governo tem votos suficientes para aprovar o relatório sem mudanças na CCJ. "A gente está fazendo levantamento na liderança do governo sobre quantos votos nós teríamos agora e o resultado é favorável. Se a gente fosse votar, está com expectativa favorável da votação", garantiu. "Na visão do governo, é prematuro modificar uma PEC agora", completou.

Na visão de Vitor Hugo, a maioria dos deputados concorda em manter o texto intocado na CCJ e deixar as mudanças para a comissão especial, que tem a responsabilidade de avaliar o mérito da proposta. "A gente sabe que isso (as mudanças sugeridas) provavelmente, na comissão especial, vai acontecer", reconheceu.

O líder governista também defendeu a manutenção do acordo feito entre os coordenadores de bancada, que inclui permitir que todos os deputados inscritos falem, dentro do tempo reduzido definido na segunda-feira (15/4). "Na hora que encerrar a discussão, a oposição vai fazer obstrução, é natural. Na sequência a gente vai fazer a votação", acredita Vitor Hugo. Segundo ele, o governo tem interesse em manter a discussão mesmo depois das 22h.

Na segunda-feira, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), havia decidido deixar a votação da matéria para a próxima semana, depois do feriado de Páscoa. Apenas a discussão começaria nesta terça-feira. Mas, depois de descumprimento do combinado, por parte da oposição, Francischini afirmou que não decidiu ainda quando vai pautar a matéria e que isso pode ser feito ainda nesta terça.

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