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Correio Braziliense

Em gravação, Onyx afirma que governo deu 'uma trava' na Petrobras

A divulgação ocorre em um momento em que o Palácio do Planalto tenta passar a mensagem de que não haverá interferência na política de preços da estatal


postado em 20/04/2019 21:10 / atualizado em 20/04/2019 21:24

(foto: AFP / EVARISTO SA )
(foto: AFP / EVARISTO SA )


Em uma gravação de áudio, enviada a um caminhoneiro e divulgada ontem, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirma que o governo deu “uma trava na Petrobras”. Ele fez referência ao modelo de reajuste dos combustíveis, que, de acordo com ele, deve ter o tempo mínimo de mudanças de 15 dias. A divulgação ocorre em um momento em que o Palácio do Planalto tenta passar a mensagem de que não haverá interferência na política de preços da estatal. 

O Executivo também cria ações para tentar impedir uma greve por parte da categoria, que se mobiliza em todo o país e marcou uma paralisação para o dia 29 deste mês. O áudio foi divulgado pelo site da revista Veja e viralizou em conversas trocadas em grupos de caminhoneiros. “Já demos uma trava na Petrobras. Qualquer modificação de preço, no mínimo entre 15 e 30 dias, não pode ter menos que isso”, diz. A conversa teria sido com o caminhoneiro Marconi França. A Casa Civil não se manifestou sobre o caso. 

De acordo com o profissional, o áudio foi enviado pelo ministro no dia 27 de março, um dia depois de a Petrobras anunciar que havia definido um tempo mínimo para reajuste do diesel. Com essa, já são duas as vezes em que o governo interfere na política de preços da estatal de petróleo, o que levantou a insegurança do mercado e derrubou as ações da estatal no Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo.

Além do combustível, Onyx também diz, na gravação, que o governo está atuando em relação à fiscalização eletrônica nas estradas. “Por outro lado, nós também estamos resolvendo aquela questão dos postos e nós vamos pra cima da fiscalização, tá?”, completa o ministro. O presidente Jair Bolsonaro anunciou que não seriam renovados contratos e realizadas novas licitações para instalação de pardais nas rodovias. Essa medida foi barrada, em caráter liminar (provisório), pela Justiça.
 
 

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