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Correio Braziliense

Operação Lix mira fraudes em SBC e apreende R$ 135 mil com agente público

A Barbatana desmantelou organização criminosa supostamente liderada por Abreu e que cobrava propinas para liberação de multas ambientais, concessão de licenças ambientais e autorizações para supressão de vegetação no município


postado em 25/04/2019 08:33 / atualizado em 25/04/2019 09:57

Ação é um desdobramento da Operação Barbatana, que levou o vereador Mario Henrique de Abreu (PSDB) para a prisão(foto: Reprodução/Facebook)
Ação é um desdobramento da Operação Barbatana, que levou o vereador Mario Henrique de Abreu (PSDB) para a prisão (foto: Reprodução/Facebook)
A Operação Lix, deflagrada nesta quarta-feira, 24, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo contra fraudes em São Bernardo do Campo (SBC), cidade do ABC paulista, apreendeu R$ 135 mil em dinheiro com um agente público e R$ 8,5 mil com outro servidor. A ação é desdobramento da Operação Barbatana, que chegou a levar para a cadeia o ex-secretário de Gestão Ambiental e atual vereador, Mario Henrique de Abreu (PSDB).

A Barbatana desmantelou organização criminosa supostamente liderada por Abreu e que cobrava propinas para liberação de multas ambientais, concessão de licenças ambientais e autorizações para supressão de vegetação no município. Ele foi preso e depois solto por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o Ministério Público de São Paulo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, um na capital e cinco na cidade de São Bernardo do Campo. No município do Grande ABC, os mandados foram cumpridos em uma empresa, na Secretaria de Serviços Urbanos (vinculada ao município) dois endereços residenciais de agentes públicos e dois endereços residenciais de pessoas vinculadas à empresa também alvo da operação.

"Na residência de um dos agentes públicos houve a apreensão de R$ 135 mil em dinheiro. Já na residência do outro agente público foram apreendidos cerca de R$ 8.500 em dinheiro, que foram depositados em conta judicial e aguardam eventual comprovação da licitude da origem. Ademais, ainda foram apreendidos oito computadores, cinco celulares, cinco HD's, cinco pendrives e documentos diversos", diz o MP. As investigações continuam e permanecem sob sigilo.

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