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Correio Braziliense

Burger King alfineta Planalto em redes sociais por propaganda do BB

Durante grande parte deste sábado, a hashtag #BoicoteBurgerKing foi a mais compartilhada no Twitter. Apoiadores do presidente criticaram a empresa.


postado em 05/05/2019 08:00

(foto: Reprodução/Instagram)
(foto: Reprodução/Instagram)

A rede de fastfood Burger King ironizou a ação do governo Jair Bolsonaro de vetar uma publicidade do Banco do Brasil que tratava sobre a diversidade. Em post nas redes sociais, a empresa informou que estava recrutando pessoas que tenham participado “de um comercial de um banco que tenha sido vetado e censurado nas últimas semanas”. Em resposta pelo Twitter, Bolsonaro defendeu à medida.

Segundo o presidente, qualquer empresa privada tem liberdade para promover “valores e ideologias que bem entendem”. “O público decide o que faz. O que não pode ser permitido é o uso do dinheiro dos trabalhadores para isso. Não é censura, é respeito com a população brasileira”, escreveu. Durante grande parte deste sábado, a hashtag #BoicoteBurgerKing foi a mais compartilhada no Twitter. Apoiadores do presidente criticaram a empresa. O Burger King é mundialmente famoso por suas propagandas de apoio à diversidade.

Em abril, o Palácio do Planalto determinou que o Banco do Brasil retirasse do ar uma campanha publicitária que buscava agradar aos mais jovens. A estatal financeira passou por um processo de digitalização nos últimos anos e reduziu o número de agências para se adequar às tendências de mercado. O comercial apresentava atores brancos e negros para retratar a diversidade, como mulheres negras e carecas, homens de cabelo comprido e roupas coloridas.

O conteúdo não agradou a Bolsonaro, que ligou para o presidente do BB, Rubem Novaes, para tirar satisfações. Novaes concordou em retirar a publicidade do ar. Publicamente, Bolsonaro chegou a dizer que ele é quem indica e nomeia o presidente do Banco do Brasil e que não era preciso “falar mais nada”. “A linha mudou, a massa quer respeito à família, ninguém quer perseguir minoria nenhuma. E nós não queremos que dinheiro público seja usado dessa maneira. Não é a minha linha, vocês sabem que não é minha linha”, disse no último sábado. 
 


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