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Correio Braziliense

Ministro da Educação recusa a se desculpar por usar o termo 'balbúrdia'

Alguns deputados cobraram uma desculpa do ministro da educação por ter se referido à universidades federais com o termo 'balbúrdia'


postado em 22/05/2019 16:00 / atualizado em 22/05/2019 16:44

(foto: Will Shutter/ Câmara dos Deputados)
(foto: Will Shutter/ Câmara dos Deputados)
 
 
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, retornou a Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (22/5), e durante a audiência na Comissão de Educação, se recusou a pedir desculpas por usar o termo “balbúrdia” ao se referir as universidades federais. “Eu não tenho problema nenhum em pedir desculpas, mas esse não”, disse Weintraub em resposta ao deputado Marcelo Freixo (PSOL). 

O parlamentar foi um dos que pediu para que o ministro se retratasse com os estudantes e professores do Brasil. “Na minha casa, educação pública nunca foi sinônimo de balburdia. [...] É preciso que o senhor peça desculpas e reveja seu posicionamento de tamanho desrespeito a educadores desse país”, pediu Freixo, que disse que se sentiu ofendido.

Esta foi a terceira vez que o ministro esteve no Congresso para esclarecer os contingenciamento anunciados na verba das universidades e instituições federais de ensino superior.

Na ocasião, Weintraub defendeu novamente que os efeitos do contigenciamento só poderão ser vistos em setembro e que acredita que irá encontrar uma solução até lá. “Os primeiros problemas são a partir de setembro. Se a gente conseguir resgatar o dinheiro da Petrobras que já está internalizado no Brasil, que foi roubado e recuperado, já é um grande alívio para as contas”, disse.

Na última semana, Weintraub foi convocado para comparecer ao Plenário da Câmara dos Deputados na última semana. No discurso, o ministro adotou um tom mais duro e culpou governos passados pelo contigenciamento.

Na Comissão de Educação, o ministro voltou a alfinetar os governos passados. “A época de jogar dinheiro e sem perguntar para onde vai e por quê acabou”, disse se referindo ao dinheiro recuperado da Petrobras. 

Ao falar sobre o foco do MEC na educação básica, ressaltado pelo próprio em diversas oportunidades, o ministro usou o vencedor do Prêmio Nobel de 2000 para justificar. “Quem está justificando investir em educação básica não sou eu não, é o James Heckman que ganhou o prêmio nobel de 2000”, disse.

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