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Correio Braziliense

Entidades jurídicas saem em defesa da Lava-Jato após vazamento

ANPR e Ajufe divulgaram notas 'reiterando a confiança' na força-tarefa, e pedindo apuração 'rigorosa' de vazamentos


postado em 10/06/2019 18:02

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

 
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) se manifestaram, na tarde desta segunda-feira (10/6) sobre as conversas da força-tarefa da Lava Jato e os diálogos do então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, divulgados pelo site Intercept.

No matéria publicado em três partes, o Intercept acusa promotores de agirem políticamente em relação à um pedido de entrevista ao ex-presidente Lula, e o juiz e o promotor debaterem as investigações, ferindo a independência do judiciário em julgar os casos.

"A ANPR reitera a confiança no trabalho desenvolvido pelos membros do Ministério Público Federal que atuam na operação Lava Jato, defende a importância da liberdade de imprensa e condena a obtenção ilícia de dados, bem como a sua transmissão a terceiros", afirma o texto. 

Segundo a nota da associação, os dados divulgados foram obtidos de forma ilícita, "violando os postulados do estado de direito". Por isso, não serviriam como prova. Ainda segundo o texto, a ANPR vai cobrar investigação rigorosa contra a violação dos celulares e divulgação das conversas. 

Por fim, a nota da ANPR afirma que a associação defende a liberdade de imprensa e cita a importância de ouvir as autoridades citadas na matéria e não divulgar conversas fora de contexto. 

A Ajufe também parte em defesa das autoridades. "Em razão de sua natureza associativa, a Ajufe atua constantemente na defesa de Juízes Federais responsáveis por julgamentos importantes em todo o Brasil, incluindo o então Juiz Federal responsável pela Operação lava Jato", afirma o texto. 

"Vale ressaltar que, no cumprimento dos seus objetivos institucionais, a entidade se manifestou por meio de 47 notas públicas desde 2016, das quais apenas 8 tratam da Operação Lava Jato ou do atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro", continua a nota.

Ainda segundo a Ajufe, a associação aguarda o esclarecimento das informações divulgadas pelo site e a apuração sobre o vazamento das conversas. 

"A Ajufe confia na honestidade, lisura, seriedade, capacidade técnica e no comprometimento dos Magistrados Federais com a justiça e com a aplicação correta da lei. Seremos incansáveis na defesa da atuação de nossos associados", encerra a nota.

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