Publicidade

Correio Braziliense

''Chegamos a uma separação amigável'', diz Bolsonaro sobre Santos Cruz

Foi a primeira declaração do capitão reformado depois da decisão em substituí-lo pelo atual Comandante Militar do Sudeste, general Luiz Eduardo Ramos


postado em 14/06/2019 11:52

(foto: Alan Santos/PR)
(foto: Alan Santos/PR)
A “separação” entre o presidente Jair Bolsonaro e o agora ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, Santos Cruz, foi “amigável”. É o que afirmou o próprio chefe do Executivo federal, nesta sexta-feira (14/6), em café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto. Foi a primeira declaração do capitão reformado depois da decisão em substituí-lo pelo atual Comandante Militar do Sudeste, general Luiz Eduardo Ramos.

O presidente não foi claro sobre o que motivou a demitir Santos Cruz. Limitou-se a informar que “alguns problemas aconteceram”. “Conheço Santos Cruz desde 1980. É um grande amigo. Tivemos um bom contato antes de eu ser presidente, e como presidente. Santos Cruz cumpriu sua missão, mas alguns problemas aconteceram. Chegou a um ponto de separação amigável e continua no meu coração”, disse Bolsonaro. 

A “separação” entre ambos gera “algum constrangimento, dado nosso passado”, mas Bolsonaro enfatizou em mais de uma oportunidade que a amizade e harmonia entre ambos persistirá. Bolsonaro ressaltou, contudo, que não vê distinção entre as “alas” ideológica e militar do governo. Conforme apurado pelo Correio ontem, os próprios militares criticam que a demissão de Santos Cruz tem algum rescaldo de fritura dentro do governo por briga com o secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, alguém que teria influência junto a “olavistas”. 

O capitão reformado diz que a disputa entre militares e pessoas ligadas ao escritor Olavo de Carvalho nunca existiu, mas reconhece que é “natural se especular”. “Não vi tuitada do Olavo e nem críticas”, ponderou. O presidente destacou, porém, que “ideologia ninguém duvida” no governo. Bolsonaro diz que o governo busca manter a confiança e mostrar a coerência apresentada durante as eleições dos valores cristãos, de “Deus, família e Brasil”. “Certas questões temos que valorizar. Nós perdemos a cultura de valorizar os valores e a família”, disse.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade