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Correio Braziliense

Candidatos à lista tríplice da PGR participam do último debate

Nove dos 10 candidatos à lista tríplice para procurador-geral da República reuniram-se nesta sexta-feira (14/6) em Brasília para o último debate antes da votação que definirá os nomes a serem entregues ao presidente Jair Bolsonaro


postado em 15/06/2019 07:00

Após eleição, presidente Jair Bolsonaro (PSL) indicará o novo ocupante do cargo de procurador-geral da República(foto: AFP / Juan MABROMATA)
Após eleição, presidente Jair Bolsonaro (PSL) indicará o novo ocupante do cargo de procurador-geral da República (foto: AFP / Juan MABROMATA)
Com promessas para melhorar o relacionamento entre o Ministério Público Federal (MPF) e os Três Poderes do país, nove dos 10 candidatos à lista tríplice para procurador-geral da República reuniram-se nesta sexta-feira (14/6) em Brasília para o último debate antes da votação que definirá os nomes a serem entregues ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), que indicará o novo ocupante do cargo de procurador-geral da República.

Durante a conversa, os postulantes destacaram a importância de aperfeiçoar a interlocução com o Congresso Nacional. “Devemos atuar no dia a dia na Câmara e no Senado, acompanhando os projetos legislativos que sejam de interesse do MPF. Quem executa a lei sabe avaliar as medidas que podem ser adotadas para seu aperfeiçoamento”, analisou o subprocurador Mário Bonsaglia.

Para isso, segundo o procurador regional Blau Dalloul, é fundamental criar uma relação de respeito, transparência e confiança com o Legislativo. “Precisamos de um diálogo franco para que o parlamento conheça quem é o procurador-geral. Assim, conquistaremos espaço dentro das casas e não haverá nenhum projeto que o MPF não seja chamado para participar ativamente.”

O procurador regional José Robalinho Cavalcanti disse que o MPF tem “se ausentado do debate público” e se “isolado dentro de si próprio”. Dessa forma, o diálogo com as forças políticas é essencial. “Isso não contamina em nada a independência do MPF. A nossa presença no parlamento, e ainda na sede do Executivo, é uma obrigação. Temos de participar de forma leal e dar ideias à política eleita pelo povo.”

 “Por mandamento constitucional, o MPF é incumbido de defender a ordem jurídica e assegurar o respeito dos poderes públicos aos direitos assegurados na Constituição. Ou seja, o procurador-geral tem um papel importante no controle concentrado das leis perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou o procurador regional Lauro Cardoso, que defendeu uma atuação “consistente “ do procurador-geral. 

O debate aconteceu em um auditório da sede da PGR, a poucos metros do gabinete da atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que não participou do evento. Ela não está entre os que concorrem a entrar na lista tríplice, mas pode ser reconduzida, caso Bolsonaro queira.

“Showzinho” da defesa

O site de notícias The Intercept publicou nesta sexta-feira (14/6) à noite novo trecho de mensagens vazadas, trocadas entre o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato. De acordo com o site, Moro teria incentivado a emissão de uma nota oficial para comentar o depoimento do ex-presidente Lula sobre o tríplex do Guarujá. Nas mensagens, Moro sugere ao procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima a divulgação de uma nota rebatendo o que classificou como “showzinho“ da defesa do petista.

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