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Correio Braziliense

Saída de Joaquim Levy do BNDES foi 'covardia sem precedentes', diz Maia

Levy pediu demissão no último domingo (16/6) depois que o presidente da República Jair Bolsonaro dizer que estava ''por aqui'' com o presidente da estatal


postado em 17/06/2019 13:29 / atualizado em 17/06/2019 13:34

(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a saída do economista Joaquim Levy do comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “é uma covardia sem precedentes”. 

Levy pediu demissão no último domingo (16/6) depois que o presidente da República Jair Bolsonaro dizer que estava “por aqui” com o presidente da estatal. O chefe do Executivo pedia a saída do advogado Marcos Barbosa Pinto da diretoria de Mercado de Capitais do banco. Ele atuou nos governos petistas.

As declarações do presidente da câmara ocorreram num evento realizado pela rádio BandNews, em São Paulo. 
“Uma pena o Brasil ter perdido dois nomes como os do advogado e do Levy. Acho uma covardia sem precedentes”, disse Maia. “Levy veio de Washington (onde ocupava cargo de diretor do Banco Mundial) para trabalhar no governo. Está errado, não pode tratar as pessoas deste jeito. Se é para demitir, chama e demite. Ninguém é obrigado a ficar com um servidor de confiança se deixou de ser de confiança. Agora, tratar da qualidade dos dois desta forma, eu achei muito ruim”, completou. 

Maia também afirmou que cabe ao ministro da Economia, Paulo Guedes, controlar a situação. “Quem tem que segurar firme é quem nomeou, e foi o ministro”, disse enfatizou. “Acho que o Guedes errou, mas já está passado, já está decidido. Eu queria que o Marcos Pinto pudesse ser aproveitado em uma área de um debate importante sobre economia com viés social. Ele é um dos melhores do Brasil que entende desta área, é uma pena que foi feito desta forma”, defendeu.

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