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Correio Braziliense

Para Maia, crítica de Guedes sobre Previdência ''uniu mais o Parlamento''

Presidente da Câmara afirma que a reação do ministro da Economia ao relatório da Previdência ''fortaleceu a posição e a certeza de que Câmara e Senado podem ter um papel de protagonista''


postado em 17/06/2019 17:41 / atualizado em 17/06/2019 17:58

Maia, ao lado de Guedes: ''A fala dele uniu o Parlamento e nos deu chance estar mais próximos dos governadores e prefeitos''(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Maia, ao lado de Guedes: ''A fala dele uniu o Parlamento e nos deu chance estar mais próximos dos governadores e prefeitos'' (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
As críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, à atuação dos deputados e ao parecer da reforma da Previdência, divulgado na última quinta-feira (13/6), uniram o Parlamento, avalia o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em vez de prejudicar a discussão, a atitude do chefe da equipe econômica fortaleceu o posicionamento dos parlamentares, disse Maia, nesta segunda-feira (17/6), durante participação no Fórum BandNews, em São Paulo.

O presidente da Câmara também reafirmou o protagonismo da Casa nas mudanças das regras de aposentadoria e pensão. "Às vezes, há crises ou críticas que vêm para o bem. Então, acho que fortaleceu a nossa posição e nossa certeza de que Câmara e Senado podem ter um papel de protagonista neste momento, que nunca tiveram ao longo dos últimos anos”, disse.

Os parlamentares reforçam, desde o início da tramitação, que a atuação de Maia tem sido decisiva para o andamento da matéria. Já o empenho do governo, na articulação e no convencimento, é considerado muito fraco. Por isso, o Congresso enxerga a reforma como um projeto do Legislativo, não do Executivo.

Esse entendimento ficou ainda mais evidente com as mudanças feitas no texto. Após conversas com líderes partidários, o relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), retirou pontos que o governo julgava essenciais, como a capitalização e a desconstitucionalização das regras previdenciárias. Essas alterações deixaram Guedes irritado, a ponto de dizer, na última sexta-feira (14/6), que a reforma foi "abortada".

"Uniu o Parlamento"

Para Maia, “a fala dele uniu o Parlamento e nos deu chance estar mais próximos dos governadores e prefeitos". Após a retirada dos estados e municípios da proposta, a conversa com os chefes dos Executivos regionais têm sido intensificada, na busca de votos para a aprovação da matéria. Caso os governadores e prefeitos garantam uma boa margem de apoio no plenário, poderão ser reincluídos no projeto.

O presidente da Câmara já havia garantido, na última sexta-feira (14/6), logo após Guedes reclamar das concessões no texto e dizer que a reforma havia sido "abortada", que a atuação do Parlamento está "blindada" dos ataques do governo. Na ocasião, o deputado definiu o Executivo como uma "usina de crises" e lamentou que as críticas, agora, viessem logo do ministro da Economia, um dos poucos que costumam dialogar com a Casa.

Nesta segunda, Maia disse novamente que a pauta não será impactada pelas crises no Executivo e elencou outras prioridades, além da Previdência, que incluem a reforma tributária. Ele anunciou que pretende instalar em 27 de junho a comissão especial que discutirá o assunto, se a reforma da Previdência for aprovada até o dia anterior na Comissão Especial — meta estipulada por ele, para que o texto possa ser votado no plenário ainda em julho.

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