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Correio Braziliense

Secretário da Previdência é cotado para assumir coordenação política

Ex-deputado do PSDB, Rogério Marinho é considerado por seus pares como um hábil negociador e, até a votação da reforma da Previdência, poderia acumular as funções


postado em 18/06/2019 10:22 / atualizado em 18/06/2019 10:23

Bolsonaro ainda não bateu o martelo sobre a ida de Marinho para o núcleo duro do Planalto(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Bolsonaro ainda não bateu o martelo sobre a ida de Marinho para o núcleo duro do Planalto (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Após sofrer várias derrotas no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro fará mudanças no modelo da articulação política do Palácio do Planalto. A ideia é transferir a Subchefia de Assuntos Parlamentares, hoje abrigada na Casa Civil, para a Secretaria de Governo, que agora será comandada pelo general Luiz Eduardo Ramos. 


O ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu a Bolsonaro que puxe o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, para a coordenação política de sua equipe. Ex-deputado do PSDB, Marinho é considerado por seus pares como um hábil negociador e, até a votação da reforma da Previdência, poderia acumular as funções.

Ainda não está definido se a Subchefia de Assuntos Parlamentares, sob a alçada da Secretaria de Governo, terá status de ministério, mas é praticamente certo que a pasta será reformulada. Até a noite dessa segunda-feira (17/6), no entanto, Bolsonaro também não havia batido o martelo sobre a ida de Marinho para o núcleo duro do Planalto.

 

Ramos

O novo ministro-chefe da Secretaria de Governo já participará, nesta terça-feira (18/6), da reunião ministerial com Bolsonaro. Ex-comandante militar do Sudeste, Ramos substitui o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, que foi demitido na quinta-feira, após entrar em confronto com o escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo, e com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Santos Cruz também discordava da estratégia de comunicação do governo, refeita após a entrada do empresário Fábio Wajngarten na equipe, em abril.

Sem alarde, houve outras mudanças no Planalto. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni — responsável pela relação do Planalto com o Congresso —, demitiu o secretário especial de Assuntos para a Câmara, Carlos Manato, filiado ao PSL de Bolsonaro.

O ex-deputado Abelardo Lupion, do DEM — mesma sigla de Onyx —, substituiu Manato. A troca provocou revolta no PSL. "É bom que nunca nos peçam para opinar se Onyx deve permanecer no governo", provocou o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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