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Correio Braziliense

Bolsonaro diz que errou e atribui demissões em ministérios a inexperiência

Presidente afirmou, porém, que não há previsão de fazer mais alterações no primeiro escalão


postado em 21/06/2019 12:17

O Presidente Jair Bolsonaro anuncia o novo ministro da Secretaria Geral da Presidencia da Republica, Major Jorge Antonio de Oliveira Francisco e o Novo Presidente dos Correios e Telegrafos, General Floriano Peixoto(foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)
O Presidente Jair Bolsonaro anuncia o novo ministro da Secretaria Geral da Presidencia da Republica, Major Jorge Antonio de Oliveira Francisco e o Novo Presidente dos Correios e Telegrafos, General Floriano Peixoto (foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro demonstrou humildade e atribuiu as mudanças feitas recentemente à inexperiência do governo. Sem titubear, disse que errou ao escolher nomes como o general Santos Cruz para chefiar a Secretaria de Governo, e o educador Ricardo Vélez para o Ministério da Educação. Afirmou, porém, que não há previsão de fazer mais alterações no primeiro escalão. 

As escolhas foram feitas desde o início procurando manter coerência com a postura demonstrada durante a campanha, destacou Bolsonaro. “Depois que a gente faz, a gente acha que podia ter feito melhor e não cometido o erro. Quando montamos aqui, por inexperiência nossa, tivemos algumas mudanças nas funções de cada um que não deu certo. Grande parte retornamos ao que era feito em governo anterior”, destacou, ressaltando, por exemplo, a devolução da articulação política à Secretaria de Governo. 

Ao explicar as mudanças, usou analogias para atribuir a troca do general Santos Cruz pelo general Luiz Eduardo Ramos na Secretaria de Governo. “Não tenho nada para falar contra o Santos Cruz. A questão é de que, às vezes, a gente vê um excelente jogador de vôlei e bota para jogar basquete. Talvez minha falha tenha sido aí”, destacou, elogiando em seguida. “É uma pessoa excepcional e tenho certeza que guardará boas lembranças da Presidência da República.”

Depois da quarta demissão de ministro de Estado, a previsão é não mudar mais ninguém. “Tivemos um primeiro ministro que saiu e foi substituído por Floriano Peixoto (Gustavo Bebianno). Página virada.Tudo que tinha que ser debatido já foi. E depois foi o da Educação, que tem coração enorme e competência enorme, mas pegou ministério bastante aparelhado. Tendo em vista sua idade, começou a ter problemas dentro do ministério. Foi substituído. Depois foi o outro, chefe aqui da Secretaria de Governo”, disse Bolsonaro. 

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