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Correio Braziliense

Bolsonaro defende Onyx, mas admite problema na articulação política

Casa Civil deixará de comandar os assuntos parlamentares. A Secretaria de Governo, que será chefiada pelo general Luiz Eduardo Ramos, ficará responsável pela articulação política


postado em 21/06/2019 12:44

(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro admitiu que o governo teve problemas na articulação política, mas garantiu que o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, responsável pela interlocução com o Parlamento até então, mantém o prestígio dentro do Palácio do Planalto. O chefe do Executivo federal minimizou a perda do posto de articulador, disse que a pasta comandada pelo auxiliar é a “mais complicada” e avaliou não existir “ministro fraco ou forte”. 

A Presidência da República é assessorada por um ministério que cuida da segurança pessoal de Bolsonaro e da gestão de crises no país e por outros três ministérios políticos: a Casa Civil, a Secretaria de Governo e a Secretaria-Geral. Até a edição da Medida Provisória (MP) 886, editada na quarta-feira (19/6), a Casa Civil tinha o controle da Subchefia de Assuntos Parlamentares (Supar) e da Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ). Depois da publicação, algumas coisas mudaram. 

A Secretaria de Governo, que será chefiada pelo general Luiz Eduardo Ramos, ficará com a Supar, ou seja, responsável pela articulação política. E a Secretaria-Geral passará a ser comandada por Jorge Oliveira, atual titular da SAJ. Onyx ficará com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável pela conclusão de obras, e com a coordenação de Estado, posto que já era de competência dele.

Esvaziamento 

Ao “abraçar” Onyx, Bolsonaro tenta minimizar o esvaziamento da Casa Civil. “A do Onyx (Casa Civil) é a mais complicada. Adequamos, agora, passando a Supar para o Ramos e jogamos aí o PPI para o Onyx. Ele está fortalecido, no meu entender. Aqui não tem ministro fraco ou forte. Todos têm que jogar juntos”, sustentou. Apesar dos afagos, Bolsonaro foi duro ao criticar a interlocução com o Congresso até então. “Tínhamos problemas na articulação política”, afirmou. 

O titular da Casa Civil foi deputado estadual pelo Rio Grande do Sul entre fevereiro de 1995 e fevereiro de 2003. Desde então, passou a ser deputado federal, tendo, inclusive, sido reeleito nas últimas eleições. Apesar da experiência na vida parlamentar, Bolsonaro avalia que Ramos fará um trabalho melhor. “O general é meu amigo desde 1973 e passou por assessoria parlamentar por dois anos. Tem vasta experiência em outras áreas, como, por exemplo, foi Adido militar em Israel. Participou de operações das mais variadas de garantia da lei e da ordem (GLO) no Rio de Janeiro e é uma pessoa extremamente qualificada a ter um melhor relacionamento com o Parlamento brasileiro”, avaliou. 

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