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Correio Braziliense

Bolsonaro se reunirá com Xi Jinping em meio a divisão interna do governo

Enquanto parte do Executivo defende ampliar exportações para a China, outro grupo, ligado a Olavo de Carvalho, rejeita ligações com o país asiático


postado em 24/06/2019 19:03 / atualizado em 24/06/2019 19:10

(foto: Marcos Corrêa/AFP)
(foto: Marcos Corrêa/AFP)
Dubai — Na primeira participação na cúpula do G20, em Osaka (Japão), o presidente Jair Bolsonaro tem na agenda quatro encontros bilaterais com líderes da China, Índia, Arábia Saudita e Singapura. O brasileiro chega ao Japão na próxima quinta-feira à tarde (27/6) e na sexta-feira tem um encontro com o presidente do Banco Mundial, David Malpass.

A expectativa, entretanto, é a reunião com o presidente chinês Xi Jinping, logo depois de um encontro informal com os líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China e África do Sul). Será uma espécie de preparação para a visita de Bolsonaro ao país oriental em agosto e a participação de Jinping na cúpula do bloco de países emergentes e em desenvolvimento.

O objetivo principal de parte do governo — pelo menos o corpo mais técnico e voltado ao mercado — é Bolsonaro deixar claro a disposição brasileira em aumentar as exportações de bens com maior valor agregado, a partir de desenvolvimento científico e tecnológico. Tal movimento foi feito pelo vice Hamilton Mourão em viagem à China no final de maio, quando o general deixou claro que a tentativa de diversificar produtos para além de minérios de ferro, soja e combustíveis.

Olavo de Carvalho

Em 2018, o comércio bilateral entre Brasil e China chegou a US$ 98,9 bilhões (US$ 64,2 bilhões de exportações e US$ 34,7 bilhões de importações). A dificuldade, em paralelo, é a indisposição de uma ala do governo, mais ligada ao guru de parte do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, que rejeita a aproximação com os chineses.

Há algo importante a considerar também que é a própria guerra comercial entre os Estados Unidos e a China que será um dos principais panos de fundo da cúpula do G20. A disputa entre os dois países envolve acusações de espionagem e ações contra o comércio. Bolsonaro ainda se encontra com Primeiro-Ministro da I%u0301ndia, Narendra Modi, com o Pri%u0301ncipe Herdeiro da Ara%u0301bia Saudita, Mohammed bin Salman, e com o Primeiro-Ministro de Singapura, Lee Hsien-Loong. A
previsão de retorno de Bolsonaro é no sábado, no início da noite, logo depois do encerramento da cúpula do G20.

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