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Correio Braziliense

Aécio se torna réu por corrupção e tentativa de obstrução à Lava-Jato

Denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral. Em nota, a defesa de Aécio Neves afirmou que %u201Cnão há nenhum fato novo%u201D e reafirma que o tucano foi vítima de uma armação costurada pelo delator Joesley


postado em 05/07/2019 17:43 / atualizado em 05/07/2019 17:48

(foto: Leandro Couri/Estado de Minas)
(foto: Leandro Couri/Estado de Minas)

 
O deputado federal Aécio Neves (PSDB) se tornou réu nesta sexta-feira (5/7) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de obstrução da Justiça. O caso é referente às investigações da Lava-Jato que apontaram que o tucano teria recebido R$ 2 milhões em propina, como disse em delação Joesley Batista, do grupo J&F. 

A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República. A decisão é do juiz federal João Batista Gonçalves, da vara de São Paulo, responsável pelas investigações dos casos de corrupção.

Segundo consta na denúncia, o então senador teria pedido ao empresário Joesley Batista o valor para quitar dívidas relacionadas à campanha de 2014, quando concorreu à Presidência e acabou derrotado por Dilma Rousseff (PT).

Ainda de acordo com as investigações, o parlamentar teria agido para atrapalhar as investigações feitas pela operação Lava-Jato. Aécio, segundo a denúncia apresentada pela procuradoria, teria feito “esforços” para “interferir” na distribuição dos inquéritos dentro da Polícia Federal. Além de ter atuado no Congresso para causar impedimentos às investigações.

Em nota, a defesa de Aécio Neves afirmou que “não há nenhum fato novo” e reafirma que o tucano foi vítima de uma armação costurada pelo delator Joesley. “A partir de agora as investigações demonstrarão de forma clara que o deputado Aécio Neves foi, na verdade, vítima de uma ação criminosa do Sr. Joesley Batista em parceria com o ex- procurador investigado Marcelo Miller e outros atores que as investigações irão apontar”, afirma o advogado Alberto Zacharias Toron.

Ainda de acordo com a defesa, “ao final restará provada a absoluta correção dos atos do deputado e de seus familiares”.

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