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Correio Braziliense

Oposição tentará atrapalhar votação da reforma da Previdência com obstrução

Líder do PSol, deputado Ivan Valente aposta no debate para mudar o voto de parlamentares governistas


postado em 10/07/2019 12:43 / atualizado em 10/07/2019 13:28

Ivan Valente (Psol-SP), deputado federal(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Ivan Valente (Psol-SP), deputado federal (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
A Câmara dos Deputados começou a sessão para votar o texto-base da reforma da Previdência. Segundo o líder do PSol, deputado Ivan Valente (SP), a estratégia da oposição será tentar obstruir a pauta por meio de destaques ao texto.

A sessão começou com debates. "A estratégia da oposição será obstruir a pauta e, com essa obstrução, debater o texto. Mostrar ao povo que essa reforma não combate privilégio. Esfola os pobres. Os 850 bi do 1 tri sai do regime geral da previdência. De que ganha de um a três salários mínimos", afirmou Valente. Apesar de o deputado acreditar que as obstruções levarão ao debate da PEC, ele acha difícil afirmar por quanto tempo os destaques apresentados resistirão. 

A expectativa é que o debate sirva para virar votos contra a reforma. Valente atacou a pensão por morte e voltou a criticar a  liberação de verbas de emendas parlamentares, que chamou de "toma-lá-dá-cá". 

"A pensão por morte tem ganhos de menos de um salário mínimo. É inconstitucional. O povo brasileiro vai sentir muito. A reforma é um ajuste fiscal para agradar o mercado financeiro. Quando acabar a reforma,  as pessoas vão dizer: e aí,  cadê o emprego?", completou o líder.

"Vamos fazer o bom combate. Mostrar que eles não têm discurso. Só falam que sem a reforma o Brasil quebra. Você falar isso é uma grande mentira. A reforma não tira o Brasil do atoleiro.  É muito mais importante uma reforma tributária para combater a desigualdade. Taxar grandes heranças, fortunas, lucros e dividendos que poderia fornecer R$ 600 bilhões em 10 anos. Nosso papel é resistir", completou. 

Na sessão anterior, terça-feira (9/7), o PCdoB apresentou um requerimento de retirada de pauta que adiou o início das votações para quarta-feira, mas acabou derrotado por 331 votos a 117.

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