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Correio Braziliense

Oposição e governistas se preparam para votar a reforma nesta semana

"O tempo é nosso aliado e é inimigo deles. Nós não sairemos enquanto não terminar%u201D, afirmou Marcelo Freixo (Psol-RJ)


postado em 11/07/2019 16:09 / atualizado em 11/07/2019 16:18

(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Com 442 deputados na Câmara às 15h30 desta quinta-feira (11/7), a possibilidade de passar a votação do segundo turno da reforma da Previdência para a próxima semana perde força. Além do próprio Maia, parlamentares da oposição e do governo concordam em travar a batalha da PEC 6/2019 até esta sexta (12/7). Ao chegar ao Congresso no fim da manhã, o vice-líder do PSol, Marcelo Freixo (RJ) afirmou que a esquerda está pronta para a sessão e ficará o quanto for necessário.

É intenção da oposição aprovar destaques para reduzir o impacto de uma nova Previdência sobre os mais pobres. Os deputados favoráveis à PEC, por sua vez, tentam manter a economia de R$ 1 trilhão em 10 anos. Questionado sobre a possibilidade de adiar a apreciação do texto para a semana que vem, Freixo afirmou que “entre desejo e realidade há uma grande distância. Ainda segundo o parlamentar, a esquerda tem “mais disciplina que a bancada da bala”.

“O tempo é nosso aliado e é inimigo deles. Nós não sairemos enquanto não terminar”, garantiu o PSolista. O parlamentar demonstrou apreço por dois destaques, o do PDT, que alivia a transição para os professores, e o da pensão para as viúvas. Ambos supressivos, isso é, o governo precisa de 308 votos para impedir que passem. Freixo disse esperar que a bancada da bala não vote contra o segundo destaque, e apela para que a Casa como um todo não penalize os professores. “Falar em futuro do país e penalizar o professor é incoerência”, alertou.

A líder do PSL, Joice Hasselmann, por sua vez, disse à imprensa que espera que a votação ocorra, no máximo, até sábado (ideia de que muitos parlamentares favoráveis não compartilham). “A gente trabalha para votar essa semana. A reunião é justamente para que arestas sejam aparadas, para ver se há possibilidade de retirada de alguns destaques para facilitar. Então, toda essa pausa que foi dada foi para tentar um entendimento e tentar acelerar. É possível votar tudo essa semana. Esse é o plano", disse.

De acordo com a deputada, o plenário terá que votar 16 destaques, e tenta acordo para retirar parte deles. Hasselmann tratou o destaque dos professores como "perigoso" e afirmou que seria um "prejuízo bilionário". "O governo vai apoiar, por acordo, os destaques do DEM, um acordo com a bancada feminina, que é uma conversa com a bancada, e também o que trata da flexibilização das regras de transição para PF. Os outros, não tem acordo. É tentar no voto. Como tem quatro destaques perigosos, entre eles o destaque que envolve educação, que é um prejuízo bilionário, e que temos que colocar 308 votos para impedir que esse destaque passe, tudo tem que estar muito bem organizado para não correr esse risco", argumentou.

Sobre a possibilidade de votar a reforma somente na próxima semana, ela disse entender as necessidades dos parlamentares de voltarem para as bases, mas ressaltou que será mais produtivo encerrar a votação o quanto antes. "Não acredito, com o clima que vemos hoje, do povo exigindo a reforma, que os parlamentares deixariam de votar. É muito melhor garantir essa semana. O quórum está elevadíssimo. Tivemos 510 parlamentares ontem. Nem o impeachment da Dilma teve isso. Se invadir a sexta de madrugada, a gente invade, se precisar ir no sábado, a gente trabalha no sábado. É muito melhor resolver agora", argumentou. 

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