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Correio Braziliense

Bolsonaro deve indicar o filho Eduardo para cargo de embaixador nos EUA

Além da boa relação com o presidente Donald Trump, o deputado federal Eduardo Bolsonaro fala inglês fluentemente, justificou o presidente


postado em 11/07/2019 18:29 / atualizado em 12/07/2019 11:01

O presidente Jair Bolsonaro e o filho Eduardo ao fundo(foto: AFP)
O presidente Jair Bolsonaro e o filho Eduardo ao fundo (foto: AFP)
O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira (11/7), que escolheu um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), como indicado para ser o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, já que o deputado federal "é amigo dos filhos do presidente americano, Donald Trump, fala inglês e espanhol e está fazendo um bom trabalho na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara".

De acordo com o presidente, a decisão de assumir o posto em Washington será do próprio deputado, embora ele, Bolsonaro, já tenha tomado sua decisão. Logo depois, Eduardo disse que, se o convite for mesmo feito, o aceitará: "Se for da vontade do presidente e ele realmente me entregar essa função de maneira oficial, eu aceitaria". 

O filho do presidente chegou a elencar suas prioridades no posto, que precisa passar pela chancela do Senado: "reatar relações com os Estados Unidos e ser mais enfàtico na questão da Venezuela.

Decisão difícil

Ao anunciar seu desejo, Jair Bolsonaro disse que a indicação do deputado já havia sido cogitada antes e que se trata de uma decisão difícil para o deputado, que casou recentemente e possivelmente teria que renunciar ao mandato, mesmo tendo sido o deputado federal mais votado.

"Da minha parte, eu decidiria agora, mas não é fácil uma decisão como essa, estar no lugar dele renunciando um mandato, sendo o parlamentar mais votado do Brasil. Tem certas questões que, apesar de ser meu filho, ele que tem que decidir”, afirmou, e comentou a possível repercussão da nomeação.  “Imagina se tivesse no Brasil aqui o filho do Macri como embaixador da Argentina. Obviamente que o tratamento dele seria diferente de outro embaixador normal”, afirmou.

“Agora, se eu não me engano, a legislação diz que, no caso de um parlamentar aceitar uma indicação dessas, teria que renunciar o mandato, mas não tenho certeza. É algo que está no meu radar sim, existe a possibilidade, ele é amigo dos filhos do Trump, fala inglês, espanhol, e poderia ser uma pessoa adequada, daria conta do recado perfeitamente. Agora teria que perguntar para ele, se a legislação disser que tem que renunciar, entra mais um complicador para ele, não quero ter que decidir para ele”, concluiu o presidente.

Cargo está vago

Eduardo, Jair Bolsonaro e Donald Trump se reúnem em Washington, em março passado(foto: Isac Nóbrega/PR)
Eduardo, Jair Bolsonaro e Donald Trump se reúnem em Washington, em março passado (foto: Isac Nóbrega/PR)
O cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos está vago desde abril, quando o chanceler Ernesto Araújo removeu o diplomata Sérgio Amaral do posto. O diplomata Nestor Foster era considerado o favorito para substituí-lo.

Eduardo Bolsonaro é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e, há meses, é tratado como consultor de assuntos internacionais do Planalto. Na viagem que Bolsonaro fez aos Estados Unidos, em março, chamou a atenção o fato de Bolsonaro ter ido acompanhado de Eduardo, e não do chanceler Ernesto Araújo, à reunião com Trump.

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