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Correio Braziliense

Articulador não vê nepotismo caso Eduardo Bolsonaro vire embaixador nos EUA

Para evitar ruídos com a Previdência, Luiz Eduardo Ramos acredita que as declarações do presidente sobre o assunto poderiam ter sido feitas no início do recesso parlamentar


postado em 12/07/2019 11:31 / atualizado em 12/07/2019 11:39

Luiz Eduardo Ramos e Bolsonaro(foto: Evaristo Sá/AFP)
Luiz Eduardo Ramos e Bolsonaro (foto: Evaristo Sá/AFP)
A possibilidade de o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) assumir a embaixada brasileira nos Estados Unidos, em Washington, pegou de surpresa o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. A ponto de o articulador político governista admitir que as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto poderiam ter sido feitas no início do recesso parlamentar, na próxima semana, a fim de evitar ruídos no Parlamento durante a votação dos destaques à reforma da Previdência. 

Apesar do imprevisto, Ramos manifestou que, se a indicação prosperar, ele trabalhará no Senado para que a nomeação seja chancelada pelos senadores. Mesmo sendo filho do presidente, o ministro minimizou a polêmica e disse não ver problemas de nepotismo, argumentando que Eduardo é deputado federal e, em outros governos, outros parlamentares foram nomeados embaixadores. “É um jovem dinâmico e preparado”, destacou, em café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (12/7). 

O ministro ressaltou, no entanto, desconhecer se a indicação de Eduardo foi sugerida e dialogada previamente com o governo norte-americano, um princípio diplomático. Embora tenha defendido o direito de Bolsonaro em se manifestar, ponderou que as declarações poderiam ter sido feitas na próxima semana. “Podia ter anunciado na semana do recesso? Talvez. Deu polêmica, reconheço, saiu na imprensa. Deram direito, margem, para o pessoal falar durante a votação (dos destaques na Câmara, ontem)”, analisou.
 
A possibilidade de Eduardo ser o embaixador em Washington pode nem acontecer. Ramos minimizou o assunto ao lembrar que Bolsonaro citou ainda no início do mandato que gostaria de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. “E onde ela (embaixada) está hoje?”, questionou o ministro, em referência ao recuo do governo. 
 

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