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Correio Braziliense

Maia: ''Temos que trabalhar para conseguir terminar o primeiro turno hoje''

Texto da reforma ainda será encaminhado para a comissão especial novamente para a conclusão do primeiro turno


postado em 12/07/2019 12:11 / atualizado em 12/07/2019 12:15

Sessão para continuação da votação da PEC 6/2019 - Reforma da Previdência (foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados )
Sessão para continuação da votação da PEC 6/2019 - Reforma da Previdência (foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados )

O dia terá quórum alto para a votação da reforma da previdência, e é possível que o texto volte a ser apreciado pela comissão especial ainda esta sexta (12/7), após votação dos destaques no plenário. Para a próxima semana, porém, o cenário ainda é indefinido.

Na segunda-feira, ao menos 25 parlamentares participarão das eleições do Parlasul, o Parlamento do Mercosul. É o que afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao chegar apressado pela manhã à Câmara, afirmando que só conseguirá terminar os serviços logo se estiver no plenário o quanto antes.

A sessão já começou, mas, até as 11h40, o quórum na Casa era de 232 deputados, número insuficiente para a apreciação dos destaques que ainda faltam para a conclusão da votação do primeiro turno da PEC.

"Temos que trabalhar para conseguir terminar o primeiro turno hoje e encaminhar para a comissão novamente. Só começando cedo. Se não, fica inviável”, comentou Maia. 

Uma das preocupações do presidente da Câmara é não perder a economia da reforma. "O importante é terminar o primeiro turno, uma vitória que estamos mantendo. Com o que está sendo votado nos destaques, a perda de arrecadação não vai passar, no total, de mais de R$ 15 bilhões a R$ 25 bi, para mantermos uma economia. Não podemos perder essa economia. Os últimos destaques do PT, se não forem derrotados, nos tiram R$ 100 bi. Precisamos de um quórum alto para garantir essas votações”, afirmou Maia.

“Não podemos perder nenhum deputado, nenhum voto. Então, pra isso, temos que construir o quórum ao longo das próximas horas. Depois tem que ir para a comissão especial. Faltam cinco ou seis destaques, tem emenda de redação e quebra do interstício, depois vai para a comissão, isso vai terminar no fim do dia, início da noite. A partir daí, durante o dia, a gente vai vendo qual o melhor ambiente. Se a gente tem quórum amanhã de 500 ou 379 deputados, se se mantém para a próxima semana, ou para agosto”, completou.

De acordo com Maia, o mais importante é garantir a vitória no segundo turno. Ele admitiu que encerrar a votação da matéria em agosto não estava previsto, mas não tratou a possibilidade como uma derrota. “Não é pelo que trabalhamos, mas acho que nossa paciência e capacidade de diálogo precisa prevalecer em relação a querer empurrar com muita rapidez o processo e correr o risco de um resultado, no segundo turno, de quórum baixo ou ausência de quórum. Então, a gente, ao longo do dia, vai consultar os partido para ver qual a projeção de quórum de cada um amanhã e na próxima semana”, explicou.

“Na próxima semana, segunda e terça, tem eleição do Parlasul. Então, 25 deputados não estarão em Brasília na segunda. E a gente só teria segunda, terça, no máximo, quarta de manhã, já com quórum reduzido, porque nós convocamos e avisamos que nossa intenção era acabar tudo amanhã (sábado,13 de julho). Temos que ir projetando e consultando para que cada partido diga quantos deputados terá amanhã, na próxima semana, para avaliarmos se conseguimos terminar (a votação) ainda no mês de julho, ou se deixaremos tudo para agosto”, ponderou Maia.

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