Publicidade

Correio Braziliense

Marcos Camargo: peritos da PF precisam de tecnologia e investimentos

Em entrevista ao CB.Poder,o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) falou sobre a dependência da infraestrutura tecnológica no trabalho dos peritos, em tempos de cortes e contingenciamentos em diversas instituições


postado em 16/07/2019 06:00 / atualizado em 16/07/2019 08:47

Marcos Camargo é presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Marcos Camargo é presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Em entrevista ao CB.Poder, uma parceira entre a TV Brasília e o Correio Braziliense, o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, falou sobre a dependência da infraestrutura tecnológica no trabalho dos peritos, em tempos de cortes e contingenciamentos em diversas instituições. “De fato, não se faz perícia criminal sem investimentos em tecnologia. Perícia criminal precisa de um aporte financeiro importante e constante. Então, estamos sempre lidando com o avanço do crime, com novidades na área criminal, principalmente na parte de tecnologia, de informática, a própria contabilidade em si, novas drogas que surgem a todo momento”, afirmou

Ele ainda destacou o trabalho fundamental da categoria em desastres como o de Brumadinho e do recente rompimento da barragem na Bahia, ressaltando a importância da autonomia dos peritos nas instituições. “Na verdade, o que é importante para a perícia, independente de onde ela esteja, é que ela trabalhe com independência, com imparcialidade, com objetividade, com prudência”, disse.


Tecnologia 


Segundo ele, um acidente como o de Brumadinho não ocorre por um único fator. “As atividades de mineração são comercialmente importantes, o desenvolvimento tecnológico tem permitido que você consiga, hoje, extrair minérios mesmo em situações mais desfavoráveis, ou seja, ampliou-se muito o leque de extração”.

Ele destacou a importância do uso da tecnologia no trabalho desenvolvido por esses profissionais. “É importante que a perícia esteja sempre em pleno desenvolvimento tecnológico. A gente tem que buscar as melhores tecnologias e isso é uma constante. No momento, a PF, por meio das unidades criminalísticas, tem uma atuação bastante boa. Temos uma estrutura de trabalho bastante eficiente, mas obviamente que isso está sempre em desenvolvimento, estamos sempre buscando aprimorar não só em recursos materiais, mas também em recursos humanos”, afirmou.

Assista a entrevista completa:
 
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade